Análise: Carson Wentz vs. Washington Redskins

Na tarde do último domingo, Carson Wentz liderou os Eagles a uma importante vitória dentro da NFC East contra um candidato direto da divisão. Foram 26 passes completados de 39 tentados (66.7%) para 307 jardas, 2 touchdowns, 1 interceptação e um passer rating de 96.8.

nfl-philadelphia-eagles-at-washington-redskins-69463b2032e4db3b

Apesar de grandes jogadas de efeito que encheram os olhos dos torcedores dos Eagles, foi uma partida de altos e baixos do quarterback segundanista. Wentz esteve impreciso nos passes em profundidade. Em seis passes de 30 ou mais jardas, Wentz acertou apenas um deles, que foi a grande jogada da partida e talvez a grande jogada desta primeira rodada da NFL.

O camisa #11 se livrou miraculosamente de dois sacks e encontrou Nelson Agholor em campo aberto para o touchdown de 58 jardas logo na campanha inicial do ataque. Uma jogada de pura resiliência de Carson Wentz.

Em compensação, os outros cinco passes ou o quarterback colocou muita força na bola ou colocou força de menos. Em duas jogadas, Wentz lançou a bola numa ilha para Alshon Jeffery, o qual deverá ser o seu go to guy nesta temporada, porém o o WR não conseguiu vencer a batalha contra o marcador. Os outros três passes, dois deles foram underthrows para os WR Torrey Smith e Nelson Agholor, e um overthow para o WR Torrey Smith, este último se lançado perfeitamente seria um touchdown com extrema facilidade deste que será o deep threat de Carson Wentz.

Apesar dos erros é bom ver essa agressividade no playbook ofensivo, afinal de contas, foi exatamente para isso que os Eagles trouxeram Torrey Smith. O ex-jogador dos Ravens fará estragos em 2017 e acredito ser apenas questão de tempo até que esta dupla, Wentz e Smith, entrem em sintonia. Acontecendo isso, o ataque aéreo terá tudo pra ser um dos melhores da NFL.

Podemos ver essa agressividade em momentos distintos da partida na sequência de vídeos abaixo. É bom ver que, mesmo com jogadas perdidas, Doug Pederson não deixou de atacar o fundo do em nenhum momento da partida.

//platform.twitter.com/widgets.js

//platform.twitter.com/widgets.js

Outro problema apresentado pelo signal caller dos Eagles foram as bolas altas lançadas para os seus recebedores, em alguns passes, ou Wentz errou o alvo lançando a bola fora do alcance de seu alvo, ou impediu que o recebedor ganhasse jardas com as pernas devido ao tempo perdido para fazer a recepção. Grande parte destas jogadas foram screens para os wide receivers. Um problema que aconteceu em sua temporada de calouro e que, espero que seja consertado o mais rápido possível.

Porém, como dito anteriormente, foi uma partida de altos e baixos. E um quarterback com pouca experiência tende a cometer erros em suas primeiras temporadas, mas um grande quarterback também mostra suas armas e do que é capaz de fazer mesmo em situações adversas. E foi exatamente o que Wentz fez no domingo.

No primeiro touchdown da partida, logo na campanha inicial do ataque, Wentz mostrou uma de suas principais qualidades: Buying Time e Toughness! Muitos analistas comparam o jogo de Carson Wentz dentro do pocket com o de Aaron Rodgers e Ben Roethlisberger, pela sua capacidade de estender jogadas mesmo com o pocket colidindo e também por não ter medo de sofrer pancadas dos defensores, esta última uma qualidade essencial para um quarterback vencedor. Se você tem medo de apanhar, você não vai durar na NFL, e isso definitivamente não acontece com o quarterback dos Eagles.

E é exatamente isso que acontece nesta jogada:

//platform.twitter.com/widgets.js

E nesta aqui:

//platform.twitter.com/widgets.js

E aqui também:

//platform.twitter.com/widgets.js

Simplesmente ESPETACULAR!

Outro ponto extremamente positivo e importante foram as conversões de 3rd down. Wentz esteve praticamente perfeito quando enfrentou esse tipo de situação. Foram 9 conversões em 11 tentativas para 148 jardas, 2 touchdowns e um rating perfeito de 158.3.

Em muitas dessas situações Wentz enfrentou blitz da defesa adversária, saindo-se muito bem em praticamente todas as situações. O camisa #11 dos Eagles viu a defesa adversária enviando blitz em 47% dos seus dropbacks e mesmo assim acertou 11 de 18 passes tentados para 119 jardas e 1 touchdown.

Aqui, os Redskins enviam um extra blitz para cima do quarterback, que conecta um passe rápido para o touchdown de LeGarrette Blount.

//platform.twitter.com/widgets.js

Nesta jogada, um 3rd and 6 convertido pelo WR Nelson Agholor. Jogada importante no 2 minute drill antes do intervalo que culminou com o FG que recolocou os Eagles a frente do placar.

//platform.twitter.com/widgets.js

E aqui, em mais um 3rd down e mais uma jogada onde a defesa dos Redskins enviou 5 jogadores para cima de Wentz. Detalhe para o grande trabalho do guard Isaac Seumalo num pickup crucial para o desenvolvimento da jogada.

//platform.twitter.com/widgets.js

Para ficar por dentro de toda a partida de Carson Wentz, acesse o vídeo em nosso canal e veja todos os passes lançados pelo camisa #11 no jogo contra os Redskins.

Anúncios

O dia em que Randall Cunningham silenciou o RFK Stadium

Seguindo no ritmo do confronto de amanhã entre Eagles e Redskins, trazemos mais um texto contando um dos vários capítulos dessa que é uma das maiores rivalidades da NFC East. O texto a seguir foi retirado do livro “The New Eagles Encyclopedia”, escrito por Ray Didinger, um dos maiores comunicadores do Philadelphia Eagles, considerado por muitos uma enciclopédia humana sobre os Eagles.
Randall Cunningham, Wilbur Marshall, Alvoid Mays
Keith Byars lembrou de algo que ele notou no pré-jogo naquele dia em Washington, DC. Algo diferente, algo bom, e, como aconteceu, algo profético.

“Randall estava muito afiado… mais afiado do que nunca,” disse Byars, lembrando do dia 17 de setembro de 1989. “Ele estava movendo a bola rapidamente, acertando os passes precisamente. Eu lembro de dizer para o Mike Quick, ‘Cara, Randall tá bem demaaaaais.’ Mike disse, ‘Sim, ele está. Ele está quente hoje.’

Ninguém no time sabia, mas naquela manhã do dia 17, Randall Cunningham assinou uma extensão de contrato de 5 anos no valor de 14 milhões de dólares, valor este que o tornou o jogador mais bem pago da liga na ocasião. A transação foi negociada pelo Presidente dos Eagles, Harry Gamble e Jim Steiner, agente de Cunningham, e foi finalizada naquela manhã de domingo na suíte do hotel onde Gamble estava hospedado.

Cunningham assinou os papéis e então pegou o ônibus com o restante do time. Ele não contou à ninguém sobre o acordo porque ele não queria distraí-los do trabalho que tinham em mãos: achar uma maneira de vencer no RFK Stadium, onde os Eagles estavam com um recorde de 1-7 desde 1981.

Uma vez que Cunningham estava em campo, as boas vibrações tomaram conta, e ele teve o maior jogo de sua carreira com os Eagles. Ele completou 34 passes para 447 jardas (ambos recorde do time na época) e 5 touchdowns (recorde pessoal) enquanto os Eagles chocaram os Redskins numa vitória por 42×37.

O jogo teve de tudo: 966 jardas totais combinadas, 9 turnovers entre os dois times, os Redskins anotando touchdown nas duas primeiras jogadas de scrimmage do primeiro quarto (um passe de 80 jardas do QB Mark Rypien para o WR Gary Clark e uma corrida de 41 jardas do RB Gerald Riggs), e os Eagles roubando a vitória no último minuto num fumble recuperado pelo S Wes Hopkins seguido de um passe de 4 jardas de Cunningham para o TE Keith Jackson para touchdown.

“Um milagre dos céus,” disse o DE Reggie White.

Para os Redskins foi uma derrota tão dolorosa que Rypien cancelou o jantar de pós-jogo com o Vice-Presidente Dan Quayle. Rypien disse, “Eu não acho que serei uma boa companhia.”

Os Eagles jogaram a maior parte do jogo em formação Spread com Jackson e Byars enfrentando ou um linebacker ou um safety. De qualquer forma, foi uma desvantagem para a defesa adversária. Jackson terminou a partida com 12 recepções para 126 jardas e 3 touchdows (maior marca da carreira). Byars obteve 8 recepções para 130 jardas (maior marca da carreira) e Cris Cartes também recebeu passes para touchdown de Cunningham.

“Nós estávamos perdendo de lavada no intervalo do jogo, mas estávamos num bom ritmo ofensivamente,” disse Byars. “Eu lembro Randall dizendo, ‘Nós podemos vencer esse jogo. Eles não conseguem nos parar.’ Eu podia ver em seus olhos, ele estava muito focado nisso. Depois do jogo, eu ouvi sobre o seu novo contrato e eu ri. Eu disse, ‘Ah, agora eu entendi porque você estava tão bem.'”

“Eu estava a todo vapor pela manhã [com Steiner] finalizando todos os detalhes,” disse Cunningham, “meu corpo está perfeito, está quente. E mais, havia a satisfação em saber que eu tinha um contrato como aquele. Indo para o jogo, eu me senti relaxado, sabendo que tudo tinha corrido bem. Era como, ‘Ei, nós cuidamos bem dos negócios, agora vamos nos divertir.'”

The Body Bag Game – Philadelphia Eagles 28×14 Washington Redskins

Quando se fala em Philadelphia Eagles contra Washington Redskins, uma das grandes rivalidades da NFL, muitos se lembram daquela que é considerado uma das partidas mais memoráveis na história de ambos os times, o “Body Bag Game”. Para aquecer os motores antes da partida desse Domingo entre os dois times, pela terceira rodada da temporada 2014 da NFL, vamos relembrar a história desse jogo!

Reggie White, William Frizzell, Eric AllenO “Body Bag Game” aconteceu no ‘Monday Night Football’ pela décima semana da temporada de 1990, no Veterans Stadium, o antigo estádio onde os Eagles mandavam as suas partidas até o término da temporada de 2002, e foi vencido pelo time da Philadelphia por 28 a 14. O “Body Bag Game” não ficou famoso por um massacre de pontos como a vitória dos Eagles sobre o mesmo Redskins em 2010 (59×28), ou uma virada espetacular como a partida contra os Colts na última semana, o “Body Bag Game” é famoso pela atmosfera do jogo, pela atuação da defesa dos Eagles, e principalmente pelo fato de pelo menos nove jogadores dos Redskins terem deixado a partida devido à contusões, incluindo dois quarterbacks, forçando o time dos Redskins a improvisar um running back como quarterback.

Os Eagles do começo dos anos 90 jogando no ‘The Vet’ eram extremamente temidos, a atmosfera criada pelos quase 65 mil torcedores era intimidadora, e isso se potencializava nos jogos noturnos, criando um verdadeiro campo hostil de batalha para os times adversários, e esse era o cenário que os Redskins enfrentavam naquela noite. Além do ambiente hostil os Eagles contavam com o lendário Randall Cunningham como quarterback, que correu quase mil jardas naquela temporada, e com o versátil Keith Byars como running back, Byars teve quatro tentativas de passe naquela temporada, todas foram passe para touchdowns.

Mas o mais amedrontador naquela noite era a defesa dos Eagles, a defesa de 1990 era um esboço da defesa que aterrorizou a liga em 1991. Conhecida como ‘Gang Green’ a defesa de 1991 foi a melhor contra o passe, contra a corrida, maior número de sacks, maior número de fumbles e turnovers forçados, e consequentemente a melhor no geral naquele ano. Somente a defesa de Tamba Bay em 2002 foi melhor contra o passe, e a de 2000 de Baltimore foi melhor contra a corrida em toda a história da NFL. Naquela noite contra os Redskins vários jogadores que formaram a ‘Gang Green” estavam em campo, além de Reggie White (um dos melhores jogadores de defesa de todos os tempos) o time da Philadelphia também contava com Jerome Brown, Clyde Simmons, Seth Joyner, Byron Evans, Eric Allen, Wes Hopkins e Andre Waters, e todos esses jogadores mostraram a sua força naquela noite.

Naquela noite a defesa foi responsável direta por dois touchdowns, o primeiro logo no primeiro quarto em um retorno de interceptação de Willian Frizzel, que foi respondido no segundo quarto com um touchdown dos Redskins. Os Eagles voltaram do intervalo com tudo e em uma jogada especial o running back Keith Byars fez o passe para o outro running back Heath Sherman, deixando o jogo em 14-7 para o time da Philadephia. Ainda no terceiro quarto a defesa dos Eagles marcou com Clyde Simmons retornando um fumble, e Sherman ampliou novamente o placar em um passe de Cunningham. Os Redskins só tiveram tempo de descontar com uma corrida de Brian Mitchel no quarto final, terminando o jogo em 28-14 para os Eagles.

Apesar de todos os pontos marcados, as imagens que ficaram na cabeça dos torcedores dos dois times são os jogadores dos Redskins, um a um, sendo retirados de campo devido à contusões, a defesa de Philadelphia jogava tão intensamente que o quarterback titular Jeff Rutledge foi retirado de campo dando lugar para o reserva Stan Humphries, que também se contundiu em um dos tackles mais duros da história, forçando o time de Washington a terminar com Brian Mitchel, running back e kick returner, na posição de quarterback (na época era costume levar apenas dois quarterbacks para as partidas, e após essa partida em específico a NFL alterou a regra permitindo um jogador a mais dessa posição no banco de reservas).


O nome “Body Bag Game” veio justamente por esse número de lesões, dias antes da partida, Buddy Ryan, técnico dos Eagles na época e especialista em defesas disse em uma entrevista que seu time jogaria tão duro que os jogadores dos Redskins teriam que ser retirados de campo em sacos para cadáveres (body bags em inglês). Os Eagles motivados por essa partida ganharam cinco dos sete jogos seguintes (estavam 4-4 antes desse jogo), e foram para os playoffs, onde foram eliminados na primeira rodada. Apesar da temporada de 1990 não ter terminado em título até hoje é lembrada com orgulho pelos torcedores, e o ponto alto com certeza foi o massacre contra os Redskins.

QB Matt McGloin e mais 14 jogadores são cortados

Na noite de ontem, 01/09/2017, os Eagles anunciaram a sua primeira lista de cortes da pré-temporada.

dixon-135720-f-wp-content-uploads-2017-08-083017_mcgloin_1200-1200x800

Como já era esperado, o QB Matt McGloin encabeçou essa lista e com isso os Eagles irão para a temporada 2017 com apenas dois quarterbacks no roster, Carson Wentz e Nick Foles.

O WR Paul Turner, com uma lesão na escápula, também foi cortado ao lado de mais treze jogadores. São eles:

QB Dane Evans, WR Rashard Davis, TE Anthony Denham, TE Adam Zaruba, C Tyler Orlosky, T Victor Salako, DT Winston Craig, DT Gabe Wright, DE Jake Metz, LB Don Cherry, LB Christian Tago, LB Carlos Fields e o CB Aaron Grymes.

Já o CB Sidney Jones, escolha de segunda rodada do draft de 2017, foi colocado na non-football injury list e estará elegível para treinar entre as semanas 6 e 8 onde ele passará por uma avaliação que determinará se estará apto ou não para jogar na temporada. Caso Jones não tenha condições de jogo, ele será colocado na Injury Reserve e só voltará a jogar em 2018.

Atualmente os Eagles têm 70 jogadores no roster e precisam cortar mais 17 até às 17h de hoje (horário de Brasília).

Jon Dorenbos deixa os Eagles após 11 temporadas

Após 11 temporadas com o Philadelphia Eagles, o Long Snapper Jon Dorenbos não vestirá mais a midnight green. Em uma troca com os Saints, os Eagles enviaram o jogador de 37 anos e receberam de volta uma escolha de sétima rodada do draft de 2018.

DIW1dVgW4AEG2Hl

A notícia pegou todos de surpresa. Dorenbos, além de ser o último remanescente da equipe entre os jogadores draftados em 2006 e, possivelmente, o melhor long snapper da liga, também era tido como um dos jogadores favoritos não só dos torcedores dos Eagles, mas também de toda a cidade da Philadelphia.

O dono dos Eagles, Jeffrey Lurie, postou uma mensagem de agradecimento ao jogador:

Jon é uma das pessoas mais inspiradoras que eu conheci. Ele deu o seu máximo por essa organização por mais de uma década, mas seu legado vai muito além dos gramados, pro bowls ou os jogos consecutivos. Seu verdadeiro impacto é mensurado pelo número de pessoas nessa cidade que ele se conectou, as vidas que ele teve a oportunidade de mudar e a coragem que ele demonstra todos os dias após batalhar contra muitas adversidades na sua infância.

Seu entusiasmo e sua maneira positiva de ser são contagiantes. Ele é uma das pessoas mais genuínas e gentis que você poderia conhecer. Eu falo em nome de toda a organização quando eu digo que nós somos incrivelmente orgulhosos em dizer que ele foi um Eagle e que nossas portas estarão sempre abertas para ele no futuro.

O General Manager Howie Roseman também postou seu agradecimento ao jogador e disse o quão difícil foi tomar essa decisão:

Esta foi uma das decisões mais difíceis que nós tivemos que tomar como uma organização, não apenas pelas grandes performances de Jon em campo por muitos anos, mas também por causa da relação que ele tinha com a organização e a conexão que ele tem com os torcedores e toda a cidade da Philadelphia.

Nós temos o máximo respeito pela sua consistência e seu compromisso implacável em vencer nesses 11 anos com os Eagles. Todos nós lembramos quando o contratamos em 2006 e vencemos seis jogos consecutivos para vencer a divisão e um jogo de playoff. Ele influenciou positivamente as vidas de tantas pessoas durante seus trabalhos voluntários e suas palestras motivacionais.

Durante essa época do ano existem muitas decisões difíceis a serem tomadas. Nós estamos felizes que uma oportunidade apareceu para permitir que Jon continue sua carreira com os Saints, e nós desejamos o melhor à ele. Mesmo que ele não esteja mais em campo conosco nessa temporada, nós esperamos que ele um dia retorne e se aposente com um Eagles, e junte-se a nossa organização em alguma área.

Nas redes sociais vários jogadores expressaram suas palavras ao jogador.

//platform.twitter.com/widgets.js

//platform.twitter.com/widgets.js

//platform.twitter.com/widgets.js

//platform.twitter.com/widgets.js

Lane Johnson envia mensagem aos torcedores dos Eagles

A poucas semanas do início da temporada regular, o LT Lane Johnson escreveu no site The Players’ Tribune uma mensagem aos torcedores do Philadelphia Eagles e, se você ainda não está animado para o início da temporada, certamente irá ficar após ler essa mensagem.

NFL: Detroit Lions at Philadelphia Eagles

Deixe-me começar esclarecendo uma coisa rapidamente.

Ano passado foi difícil. Eu fui suspenso na temporada passada por testar positivo por um suplemento que eu pensei que fosse permitido. Eu tive problemas sérios com a NFL e a Associação dos Jogadores da NFL pela forma que a minha amostra foi tratada e processada, mas o resultado final foi que a liga me suspendeu por 10 jogos.

É muito.

Dez jogos, entre a semana 6 e a semana 16, nas quais nosso ataque foi minado. Dez jogos, durante o coração da temporada regular, assistindo meus companheiros de time batalharem sem mim. Dez jogos pensando sobre toda essa confusão.

A situação inteira foi horrível – mas também me ensinou uma ou duas coisas.

Aquela experiência de estar na lateral do campo – e a humilhação de ser perguntado sobre isso todos os dias (e eu ainda sou perguntado sobre isso pelos torcedores no Twitter) – não foi por acaso. Isso me forçou a reavaliar não apenas minha suspensão, mas também a maneira como eu cuidei de mim mesmo no geral. Em alguns momentos da minha carreira eu perdi o foco. Bem, eu cansei disso.

Em outras palavras, essa situação me fez melhorar.

E agora, próximo do início da temporada, eu me sinto animado. Eu estou animado porque eu terei a chance de entrar em campo e mostrar para as pessoas o que eu posso fazer, mas eu estou ainda mais animado porque eu sei que eu não estou sozinho. Nós temos um time de futebol americano excelente aqui em Philly.

Isso é algo bom, porque você não quer ser um time ruim em Philly.

Eu não esquecerei um dia de jogo em particular durante a minha temporada de calouro. Eu estava no ônibus do time e nós estávamos a caminho do Lincoln Financial.

Minha cabeça ainda estava girando depois de ser a 4ª escolha do draft vindo de Oklahoma, via Grovetown no Texas.

Existem algumas notáveis diferenças entre Philadelphia e Grovetown.

Pra quem não sabe, Grovetown tem 1,5 milhão de pessoas a menos que Philly (mas de alguma forma tem mais caminhões). E nós gostamos do nosso bife em um prato, e não em um pão coberto de queijo.

Mas Philly e Grovetown tem algo semelhante. Nas duas cidades, todo mundo pratica a mesma religião: futebol americano.

Eu já tinha ouvido todas as histórias sobre os torcedores da Philadelphia antes mesmo de ser escolhido pelos Eagles – como eles jogaram bolas de neve no Papai Noel, e como St. Nick se livrou facilmente porque, hey, pelo menos não foram pilhas. Quando eu finalmente cheguei aqui eu percebi que muitas dessas histórias eram completamente exageradas.

Mas eu também aprendi que há um pouco de verdade nisso tudo.

Eu ainda lembro vividamente de estar naquele ônibus, a medida que nos aproximávamos do estádio, todos os torcedores dos Eagles estavam nas ruas – centenas, talvez até milhares deles – e todos eles estavam nos mostrando o dedo do meio.

Todos os torcedores basicamente fizeram o mesmo. Mostraram o dedo do meio quando eles perceberam que o ônibus era do nosso time e não do time adversário. Então eles de repente pararam o que estavam fazendo, começaram a rir e acenar para nós. Foi hilário!

Isso é Philly, cara. Isso é um lugar com intensidade. Essa é a cultura – e quando você joga pelos Eagles, não há como evitar isso.

Teve outra vez no meu ano de calouro quando eu trouxe minha mãe e minha tia para o nosso jogo contra Dallas em Philly. Eu venho de uma família envolvida com futebol americano, então eu queria muito que eles viessem e se impressionassem com a atmosfera. Eu queria ter certeza que eles teriam a experiência completa, então eu disse a eles para olharem o tailgating fora do estádio. E eles viram.

Enfim, horas mais tarde, depois que o jogo havia terminado, eu deixei o estádio e não encontrei minha mãe e minha tia. Eu fiquei um pouco confuso e preocupado. Então eu liguei para minha mãe e ouvi um barulho ao fundo.

Elas ainda estavam no tailgate, haviam bebido bastante. O jogo podia ter terminado, mas a festa não – mesmo a gente tendo perdido o jogo.

Então eu finalmente as encontrei e quando começamos a caminhar em direção ao meu carro um torcedor qualquer dos Cowboys começou a falar sobre como Philly era uma merda e os Eagles era um lixo – isso e aquilo. Agora, os torcedores naturalmente tem direito de ter sua própria opinião, eu respeito isso. Mas esse cara claramente não tinha noção do lugar onde ele estava. Ele continuou falando enquanto nos afastávamos, então do nada, um cara usando uma camisa do McNabb bateu nele.

Pelo menos eu acho que era a camisa do McNabb. Talvez Westbrook. Mas sim, isso aconteceu.

Eu percebi que se você quer ser um torcedor dos Cowboys, isso é algo entre você e Deus. Mas nunca seja um torcedor dos Cowboys burro o suficiente para falar asneiras num tailgate dos Eagles em Philly.

O que você percebe rapidamente depois de passar um tempo em Philly é que se você procura por elogios apenas por estar no time, essa não é a cidade para você.

Se você pensa que você é um torcedor apenas porque você veste a camisa algumas vezes no ano, esse não é o time para você.

A relação da Philadelphia com os Eagles é baseada em paixão, emoção e, talvez acima de tudo, honestidade. Essas pessoas farão você saber como você está se você estiver jogando bem e se você estiver jogando mal – especialmente se você estiver jogando mal. Eu tenho que admitir que eu acho isso revigorante. Eles fazem você conquistar o respeito deles. E você eventualmente aprende que isso tudo vale a pena, porque quando você é aceito pelos torcedores, cara, é real. E é por isso que esse é um lugar que atrai certos tipos de jogadores.

Felizmente, o elenco que temos agora é cheio de caras nos dois lados da bola que jogam o futebol americano dos Eagles – pelo menos, nosso quarterback, Bear Grylls … uh, Carson Wentz.

O negócio com Carson é o seguinte: o cara é forte.

Ele sempre irá aparecer no vestiário parecendo estar pronto para escalar o Kilimanjaro – chapéu camuflado, botas, uma mochila com um monte de ganchos – por isso eu costumo chamá-lo de Bear Grylls.

No campo, ele corre que nem um cervo, mas ele também tem muita atitude no pocket. Mesmo ele sendo apenas um calouro ano passado, ele sempre parecia estar em controle. Isso não é coincidência, é um dom. Se você chegar nas instalações do time as 5:30 da manhã, há uma chance grande de você encontrar Carson assistindo vídeos de jogo. Ele não se exibe por isso. O garoto apenas ama futebol americano, e ele está melhorando cada vez mais.

Nós conseguimos algumas armas para ele nessa off-season que dará uma dinâmica para o nosso ataque que eu nunca vi desde que estou aqui. Alshon e Torrey não têm nada a provar à ninguém nessa liga. Eles conseguem jogar. E tem também LeGarrette Blount, que está trazendo 18 touchdowns terrestres e um anél de Super Bowl com o New England.

Então, tem a linha ofensiva – o mais engraçado, mais sujo e mais fedido grupo de caras que eu já joguei. Cada encontro é basicamente um recreio, com a exceção de que todas os caras são da turma do fundão.

Para nós, tudo começa com Jason Peters – JP. Eu não tenho certeza se eu já joguei com algum jogador como ele. Mesmo numa academia cheia de caras levantando 150 kg, ele tem sua própria presença. Ele tem sido tão bom por tão tanto tempo que ele pode sentar-se no fundo da academia com os braços cruzados como um grande urso examinando a todos. Neste ponto, não há nada que um técnico possa ensiná-lo. E apesar disso todos sabemos que ele é um cara bom, eu acho que todos ainda tem um pouco de medo dele. Quando você vê como ele lida com a linha defensiva como se eles fossem pré-escolares, você entende o porquê.

Então tem o meu parça Jason Kelce. Ele é provavelmente um dos jogadores mais inteligentes que eu já joguei. O cara é ligeiro de todo jeito. Seja pra pegar um defensive tackle ou pra dar a melhor resposta da sua zoada. Nosso esquema da linha ofensiva é essencialmente o caos organizado, e ele é o cara que mantém todos nos trilhos. Ele tem que fazer várias chamadas em todas as jogadas, e se uma coisa dá errado tudo vai por água abaixo. Ele é o tipo de jogador que você fica feliz por tê-lo no seu time.

Eu nem preciso falar da nossa defesa. Eu tenho que bloqueá-los todos os dias nos treinos, e, bem … é uma merda – no qual, para nossas pretensões, é uma grande notícia.

Como eu disse antes, esta é uma grande temporada para o nosso time. Mas eu também penso que este é um ano importante para mim. Há vários motivos para isso, mas para poder explicar bem isso eu acho que você precisa entender minha evolução como jogador de futebol americano.

Eu joguei pela primeira vez na linha ofensiva durante a primavera do meu terceiro ano em Oklahoma. Naquela época, eu não esperava chegar até a NFL, eu apenas esperava manter minha bolsa de estudos – porque as coisas estavam meio estranhas. Eu cresci jogando de quarterback durante o ensino médio. Aquela era a minha identidade no futebol americano. Eu tinha 1.98 m e 100 kg quando eu me formei, e por um ano eu fiquei em um Community College antes de assinar com Oklahoma.

Nos meus primeiros dois anos eu joguei como tight end e defensive end, mas sem muito sucesso. Parecia que o meu próximo destino era a segunda divisão do college, até um dia que eu estava dando uma volta pelas instalações atléticas em Norman. Josh Heupel, nosso coordenador de ataque (e uma lenda do futebol americano em Oklahoma), me parou. Ele me olhou de cima a baixo e me perguntou quanto eu pesava. Eu lhe disse 127 kg. Ele me disse prontamente, “Puta que pariu!” e no próximo treino eu comecei a jogar como offensive tackle, posição que eu jogo até hoje.

Levou um tempo para eu entender que eu poderia me tornar um jogador dominante. Mesmo que eu fosse mais físico, eu passei minha vida inteira jogando como quarterback e nunca havia passado pela minha cabeça que eu eu era um tackle com muito potencial. Quando eu cheguei em Philly, eu dei o meu melhor para desempenhar o meu papel, mas eu definitivamente precisava trabalhar ainda mais.

Eu nunca esquecerei do terceiro jogo da minha carreira. Nós estávamos jogando contra os Chiefs e eu tinha que bloquear o Justin Houston. Eu me segurei por quase o jogo inteiro, mas nos dois minutos finais do último quarto eu cedi dois sacks para ele. Foi um desastre. Quando eu sai de campo, eu olhei em volta pensando no que eu havia feito de errado e Evan Mathis se virou e disse, “Bem, você poderia tentar bloquear alguém por mais de uma porra de 1,5 segundo.”

Eu entendi o que ele quis dizer.

Nesses primeiros anos eu fiquei próximo a caras como Evan, JP e, principalmente, Todd Herremans. Eu jogava ao lado do Todd, ele como guard e eu como tackle, e se eu jogava no lado cego no início da minha carreira, ele era o meu cão de guarda. Ele sabia a resposta para cada pergunta, cada chamada, cada jogada – e ele estava totalmente disposto a passar todo seu conhecimento. Um verdadeiro profissional. Ao longo do tempo, todos os veteranos me ajudaram a desenvolver. Eles me ajudaram a chegar onde eu cheguei atualmente, onde eu me sinto pronto para ser um líder para essa franquia.

Eu não fui criado com irmãos ou irmãs, então esses caras no vestiário foram como uma família para mim. Eles viram meu sucesso e minhas derrotas, mas eles sempre estiveram ao meu lado. No ano passado, eu fiquei longe dessa família, e foi muito doloroso.

E por isso eu quero que este ano a minha presença seja sentida. Assim que a temporada regular começar, eu quero que a Philadelphia veja que esse time é melhor em campo comigo.

Deixa eu te falar o que irá acontecer daqui algumas semanas: Esse time vai até D.C. e vai amassar os Redskins. Nós iremos surpreender algumas pessoas.

Esse será o início do momentum, e então a agitação só irá crescer com a liga percebendo que os Eagles estão de volta. A NFC East é a divisão mais difícil e vai ficar ainda mais difícil nesta temporada porque ninguém vai querer nos enfrentar. Eu não estou falando por falar, eu estou dizendo à vocês que é assim que vai ser.

Então Philly, isso é o que nós vamos precisar de vocês: Voe com nós e apenas sejam vocês.

Vão aos jogos, bebam algumas cervejas e façam barulho. Façam desse um lugar onde nosso time ame jogar e os adversários odeiem – principalmente os torcedores dos Cowboys.

Nós iremos cuidar do resto.

Cara, já é dia 10 de setembro?

Texto original: https://www.theplayerstribune.com/lane-johnson-eagles-dont-mess-with-philly/

Boletim Semanal (24-28/07)

Após alguns meses de absentismo, voltamos as atividades do Blog e junto trazemos para os nossos leitores um resumo do que de mais importante aconteceu nesta primeira semana de Training Camp no NovaCare Complex, local de treinamento do Philadelphia Eagles.

2ª feira (24/07):

O ex-jogador profissional da seleção canadense de Rugby, Adam Zaruba (26 anos), assinou um contrato de 3 anos com os Eagles e jogará na posição de TE.

4ª feira (26/07):

LB Joe Walker: Escolha de sétima rodada no Draft de 2016, Walker, de acordo com Fran Duffy do PhiladelphiaEagles.com, foi o grande destaque do 2º dia de treinos. Após perder a última temporada devido a uma lesão no ligamento anterior cruzado do joelho ainda na pré-temporada, Walker está completamente recuperado e na 4ª feira mostrou força e explosão participando diretamente de duas interceptações da defesa durante o treino.

“Eu estou me sentindo bem. É bom voltar a treinar. Eu fiquei muito tempo fora, então estou me sentindo bem,” disse Walker. “Mentalmente, eu me sinto muito bem. O 1º dia foi para desenferrujar. Estou ficando mais confortável dia após dia.”

DE Marcus Smith: Os Eagles dispensaram o LB Marcus Smith e contrataram o LB Steven Daniels. Smith, 1ª escolha dos Eagles em 2014, nunca conseguiu render o que se esperava e finalmente foi dispensado pela equipe. Em 3 temporadas, Smith esteve em 37 partidas e obteve apenas 4 sacks.

OG Allen Barbre: O veterano de 33 anos foi trocado por uma escolha condicional do Draft de 2019 para o Denver Broncos. Após a troca, Frank Reich, coordenador ofensivo dos Eagles informou que o segundanista, Isaac Seumalo, será o LG titular do time em 2017.

5ª feira (27/07):

Derek Barnett vs. Jason Peters: O DE calouro, escolha de 1ª rodada dos Eagles no Draft de 2017, alinhou pela primeira vez contra o LT Jason Peters e, num primeiro momento, o calouro se deu bem deixando Peters para trás, entretanto, o veterano não deu mais chances para Barnett durante o restante dos treinos, colocando o calouro no chão em uma das jogadas. Nada que preocupe os torcedores e a comissão técnica, alinhar contra um dos melhores LT da liga ajudará ainda mais na evolução do jogador.

WR Alshon Jeffery: Como já era de se esperar, a principal contratação dos Eagles para a temporada de 2017 vem se sobressaindo neste início de Training Camp. Na 5ª feira Jeffery proporcionou a jogada mais bonita do dia com uma recepção com apenas uma das mãos.

6ª feira (28/07): 

LB Mychal Kendricks: Kendricks revelou para os repórteres na sexta-feira que pediu aos Eagles que o trocassem na offseason. Os Eagles poderiam ter dispensado o LB sem ter a obrigação de pagar nada ao jogador, mas ao invés disso preferiram manter Kendricks no time.

“É uma rotina. São os negócios. É assim. Você diz à eles o que você quer. Eles podem aceitar ou não, e você está sob o contrato que você assinou. É isso,” disse Kendricks.

Embora não tenha dito, o principal motivo pelo o qual Kendricks pediu que fosse trocado foi o baixo tempo de jogo na última temporada. O LB esteve em campo em apenas 27% dos snaps em 2016, sendo mais utilizado nos special teams que na defesa.

Carson Wentz: Pela primeira vez neste Training Camp, o QB Carson Wentz foi ao chão., proporcionando uma das melhores imagens da semana na NFL.

 

//platform.twitter.com/widgets.js