Carta de Derek Barnett para os GMs e técnicos da NFL.

Com a 14ª escolha do draft de 2017, os Eagles escolheram Derek Barnett, jogador de linha defensiva de Tennessee.

Para muitos a escolha foi uma surpresa, e muitos não ficaram contentes, principalmente considerando que Jonathan Allen, também jogador de linha defensiva, ainda estava disponível.

Aos poucos conforme a torcida vai conhecendo mais sobre Barnett, o jogador vai conquistando os torcedores, e prometendo muitas alegrias para a Philadelphia nos próximos anos.

Antes do draft Barnett escreveu uma carta para os técnicos e GMs da NFL, nossa equipe traduziu a carta na íntegra para os fãs brasileiros, e a única coisa que temos para falar nesse momento é: QUE HOMEM!

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Derek Barnett momentos após ser escolhido pelos Eagles.

“Caros GMs da NFL e técnicos,

Eu estou escrevendo para expressar o meu interesse em se tornar o seu próximo jogador dominante.

Eu não sou aquele que promove as minhas conquistas. Isso não faz parte da minha natureza. Mas eu também entendo que esse é o momento onde eu devo ser aberto com o que eu fiz no passado e com o que eu planejo fazer no futuro.

Quando eu for selecionado nesse draft, eu tenho certeza que eu sei o que os caras da TV vão dizer: ‘esse é o garoto que quebrou o recorde de mais sacks na história em Tennessee.”

Isso é verdade. Isso é algo que eu fiz, e é algo que eu me orgulho muito.

Mas uma coisa que eu quero deixar claro é que quebrar aquele recorde nunca foi um dos meus objetivos. Isso não foi o que me motivou ou o que eu planejei conquistar antes de entrar em Tennessee. Na verdade isso foi uma consequência.

Foi uma consequência de incontáveis horas gastas estudando os jogadores de linha ofensiva. Foi consequência dos técnicos terem investido tempo para me ajudar a desenvolver meus atributos físicos. E foi uma consequência dos meus companheiros de time terem feito o trabalho deles muito bem para que eu pudesse fazer o meu.

Conquistar aquele recorde de sacks definitivamente significa muito para mim, mas eu teria trocado isso num piscar de olhos para ter ganho um campeonato enquanto eu estava na faculdade. Então entendam que mesmo que eu tenha conquistado coisas notáveis e tenha ganho alguns prêmios individuais, não é isso o que me motiva.

Eu quero liderar uma defesa. Eu quero ser uma peça importante de um time vencedor.

Eu quero ganhar um Super Bowl.

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Barnett anotando um de seus 33 sacks durante a carreira universitária.

Eu tenho certeza que vocês ouviram diversos jogadores que falaram sobre o trabalho que eles tiveram desenvolvendo as suas habilidades. Eu entendo que trabalhar duro é o mínimo que você precisa fazer para conquistar as coisas nesse nível. Eu quero falar para vocês sobre a pessoa que realmente me ensinou o que significa dar tudo de você para a sua profissão: minha mãe.

Ela é minha melhor amiga e minha inspiração. Durante toda a minha infância eu assisti ela vir para casa apenas para se trocar e ir para outro trabalho. Ela trabalho a vida toda dela, algumas vezes em três lugares diferentes ao mesmo tempo. só para que um dia eu pudesse estar em uma posição de estar escrevendo essa carta para vocês hoje.

Quando eu chegar na NFL, ela sabe que eu vou ser capaz de tomar conta dela. Ela merece que eu tome conta dela. Mas ela não quer isso. Ela já me contou que ela vai continuar a manter o mesmo trabalho em um armazém da UPS, de pé, suando, organizando pacotes com um prazo apertado, mesmo depois que eu chegar na liga.

Trabalhar duro não é opcional, está no meu DNA.

 

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Barnett e sua mãe, Christine, no tapete vermelho do draft.

Eu estou orgulhoso do fato de eu não ser um jogador que de repente estourou no final da minha carreira universitária. Desde que eu cheguei em Tennessee, eu tenho produzido constantemente a cada ano. Mas isso não significa que eu seja o mesmo jogador que eu era quando era calouro. Nem de perto.

Eu tive muita sorte em Tennessee de aprender com alguns técnicos memoráveis, incluindo Steve Stripling. A cada dia o técnico Stripling pedia para que nós treinássemos nossas mãos para o ponto de contato e como antecipar o snap. Eu vou dizer, ele era duro comigo. Desde o primeiro dia que eu cheguei no campus ele queria que eu melhorasse qualquer talento físico que eu tinha, para que eu pudesse me tornar um jogador completo.

Ele me ensinou que o jogo não começa quando o apito soa. Ele começa na semana anterior, quando você está estudando o seu oponente. Você faz todo esse trabalho para quando a bola sair no snap você estar apto para usar o seus instintos para tomar a melhor decisão possível.

No meu primeiro ano, eu joguei cada down de maneira frenética. Mas quando eu cheguei no meu segundo ano, passei a finalmente enxergar o jogo mais devagar. É isso que a preparação faz. Isso me mostrou que eu estava pronto para o próximo desafio.

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Eu não estou assustado com o nível mais alto de competição. Eu passei as últimas três temporadas jogando na melhor conferência do futebol americano universitário, e eu fui capaz de ter sucesso mesmo quando os times tentaram tudo o que eles podiam para me manter fora dos jogos.

Eu não tenho medo dos grandes palcos. Eu sei o que é jogar em um estádio onde você não consegue ouvir a pessoa ao seu lado. Eu sei o que é alinhar de frente para um jogador que tem habilidades físicas tão boas quanto as minhas, e eu sei que eu posso supera-lo usando as minhas técnicas superiores.

Eu sei que ainda tenho muito trabalho a fazer, mas eu também acho que eu apenas arranhei a superfície do meu potencial.

Nesse momento você deve me conhecer como o garoto que bateu o recorde de sacks de Reggie White em Tennessee, mas essa não é a única coisa pela qual eu vou ser lembrado quando eu sair desse jogo.

Isso eu prometo a vocês.

Sinceramente,

Derek Barnet”

 

 

Muito obrigado Connor Barwin!

Ontem os torcedores da Philadelphia se despediram de um dos jogadores mais carismáticos a passar por aqui nos últimos anos! O time anunciou oficialmente o corte do DE Connor Barwin, de 30 anos.

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Connor Barwin em sua comemoração típica.

Barwin chegou aos Eagles em 2013, e conquistou o coração da torcida com boas atuações e um carisma inigualável. Barwin rapidamente se tornou um dos jogadores mais importantes do time, além de assumir o papel como um dos líderes do elenco.

Depois de 3 temporadas como titular do time, Barwin perdeu espaço em 2016 com a mudança do sistema de defesa para 4-3, que não favorece o seu estilo de jogo, com isso o alto salário do jogador passou a ser um problema, e o time optou por encerrar o contrato, economizando US$7.75 milões em cap para 2017. Essa economia permitiu a contratação de Alshon Jeffery por exemplo.

Barwin teve como grande destaque o ano de 2014, quando anotou 14,5 sacks, e chegou ao Pro Bowl pela primeira vez em sua carreira. Em 2015 ganhou o prêmio de “Eagles Man of The Year” com seu trabalho social voltado para causas ambientais.

Além dos grandes momentos dentro de campo, Barwin se destacou fora dos campos, desde o início de seu contrato o jogador se envolveu fortemente com a comunidade da Philadelphia. Não era raro encontrar Barwin nos vagões do metrô como um cidadão qualquer, andando de bicicleta pela cidade, ou mesmo ouvir ele participando de diversos programas de rádio locais e podcasts. Barwin também fez um trabalho social importante através da ‘Make the World Better Foundation’, arrecadando dinheiro para várias causas e participando de diversas atividades nesses quatro anos.

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Barwin participando de um dos projetos voltados ao meio ambiente que sua fundação incentiva na Philadelphia.

Em seu Instagran o jogador deixou a seguinte mensagem para a Philadelphia:
“Obrigado Philadelphia do fundo do meu coração por me receberem e por ser a cidade incrível que vocês são.
Laura e eu queremos agradecer Jeffery Lurie, toda a organização do time, e todos os fãs pelo apoio. Tem sido uma honra e um privilégio jogar por esse time tão importante historicamente.
A ‘Make the World Better Foundation’ vai continuar seu trabalho em revitalizar parques na cidade. Nossos projetos atuais no ‘Smith Playground’ e ‘Waterloo Playground’ estão avançando de maneira animadora. Espero ver muito de vocês no nosso show esse ano.
Eu aprendi com cada momento carinhoso que eu tive nessa incrível cidade e com cada snap que eu joguei como um Eagle. Para a família Lurie, para meus técnicos, companheiros de time, companheiros de fundação e meus amigos do metrô, o meu muito obrigado! Vai Philly, Vai Eagles . . . espero encontrar com vocês nos playoffs!”

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Imagem postada pelo jogador em seu Instagran (@connorbarwin98).

As redes sociais foram tomadas por mensagens de carinho de fãs do Eagles do mundo todo, cidadãos da Philadelphia e ex-companheiros de time. Confira algumas:

Howie Roseman (GM do time):  “Connor Barwin é um tremendo companheiro de time, jogador, e uma pessoa ainda melhor. Ele representou o Philadelphia Eagles com classe e integridade pelas últimas quatro temporadas e nós apreciamos seus esforços tanto dentro como fora de campo.
É raro cruzar com um jogador que se doa tanto no vestiário, como um líder em campo, e com sua ética de trabalho impecável. Seu trabalho na comunidade terá um impacto duradouro na nossa cidade que todos nós podemos nos orgulhar. Obviamente essa foi uma decisão complicada para nós, mas nós desejamos para ele e sua família tudo de melhor. Da parte de todos nós, só queremos dizer obrigado e todos nós esperamos que nossos caminhos se cruzem novamente no futuro.”

Fletcher Cox (DL): “Não poderia pedir por um companheiro de time e líder melhor. @connorbarwin98 #foreverbrothers

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Barwin e Fletcher Cox durante uma comemoração.

Malcolm Jenkins (DB): “Eu não poderia pedir por um companheiro de time melhor! @connorbarwin98 tem sido um líder não somente no nosso time, mas na comunidade da Philadelphia. O seu comprometimento fez meu jogo melhorar tanto dentro quanto fora de campo. Eu admiro o que você faz e quem você é ‘bro’.”

Chris Maragos (DB): “Boa sorte @connorbarwin98, grande companheiro de time e jogador. Foi um privilégio jogar com você e mal posso esperar para te ver arrasando esse ano!”

Da nossa parte, fica nosso agradecimento à esse incrível jogador por tudo o que ele fez dentro e fora de campo pela Philadelphia, e nosso desejo que ele tenha muito sucesso em sua carreira daqui para a frente. Esperamos que um dia Barwin possa voltar ao time, seja como técnico, membro da organização ou em qualquer outra função. Sentiremos saudades de suas comemorações, suas fotos pela Philadelphia e seu carisma! Até logo!

Free Agency 2017

Vamos acompanhar as principais movimentações do Free Agency 2017. Todos os contratos estarão aqui, mas os contratados do Eagles serão acompanhados de vídeos.

  • EAGLES ASSINA COM WR TORREY SMITH. 3 ANOS- US$ 15 Milhões

  • EAGLES ASSINA COM ALSHON JEFFERY. 1 ANO, US$14 MILHÕES

  • EAGLES ACERTA COM O OL CHANCE WARMACK. 1 NO, 1,51 MILHÃO DE DÓLARES

  • EAGLES RENOVOU COM O G/C STEFAN WIZNIEWSKI. CONTRATO DE 3 ANOS E QUE PODE CHEGAR A US$ 15 MILHÕES
  • EAGLES REPATRIA O QB NICK FOLES. 2 ANOS, 11 MILHÕES
  • Giants acerta com Brandon Marshall, WR, por 2 anos – US$ 12 Milhões
  • Jaguars contrata o CB AJ Bouye. Valores a confirmar
  • Redskins fechou com o DT Terrell McClain. Contrato a confirmar
  • Jaguars assina com Calais Campbell. 4 anos e US$ 60 milhões
  • Browns assinou com OL Kevin Zeitler. 5 anos, US$ 60 milhões
  • Arizona fechou com o K Phil Dawson
  • Lions contratou o DT Akeem Spence. 3 anos, US$10,5 milhões
  • Bills assinou com o S Micah Hyde. 5 anos, US$30 milhões
  • Seahawks fechou com o OT Luke Joeckel. 1 ano, US$ 8 milhões
  • Bucs renovou com o RB Jacquizz Rodgers. 2 anos, US$3,3 milhões
  • Saints renovou com o DT Nick Fairley. 4 anos, US$ 30 milhões
  • Redkins acerta com S DJ Swearinger. 3 anos, US$ 13,5 milhões
  • Chargers assinou com Russell Okung. 4 anos, US$ 53 milhões
  • Patriots assinou com o CB Stephon Gilmore. Média de US$ 14 milhões/ano
  • Patriots contratou o LB Barkevious Mingo. 1 ano, US$ 2,5 milhões
  • Bucs acertou com o WR DeSean Jackson. Contrato de US$12 milhões/ano
  • Bucs também fechou com o S Chris Conte. 2 anos, US$ 7 milhões
  • Bills assinou com o FB Patrcik DiMarco.
  • Bills assinou com o FB Mike Tolbert
  • Bears acertou com o QB Mike Glennon. 3 anos, 45 milhões de dólares
  • Saints fechou com o WR Ted Ginn Jr.
  • Bears fechou contrato com o WR Markus Wheaton
  • Dolphins contratou o TE Anthony Fasano
  • Falcons renovou com o TE Levine Toilolo. 3 anos, US$12 milhões
  • Rams acertou com o OT Andrew Whitworth. 3 anos, US$36 milhões
  • Panthers renovou com o OT Matt Kallil. 5 anos, US$55 milhões
  • Beas fechou com o CB Prince Amukamara

Eagles e o Free Agency: possíveis alvos

A próxima quinta-feira (9) marca o início de mais um ano da NFL. É nesta data que os times poderão fazer suas primeiras contratações por meio do Free Agency e, assim, dar o pontapé na temporada 2017/2018. Mas quais jogadores podem assinar com o Eagles?

Como já adiantado pelo General Manager do Eagles, Howie Roseman, o time vai atrás de jogadores jovens, que possam crescer junto com a equipe. Somado a isso, O Eagles não tem muito espaço salarial para contratar jogadores. Hoje, sem cortes e trocas, a franquia tem menos de US$10 milhões para contratar – cenário que deve mudar nos próximos dias.

Howie também adiantou que o time deve contratar 3 ou 4 jogadores de impacto, que podem ser titulares. Todos sabem que as principais necessidades do time estão nas posições de WR, CB, LB e RB. Então, vamos dar uma passada em possíveis alvos do time para o mercado de Free Agency. Estão listados jogadores bons, jovens e não tão caros para o time.

Pryor

1 – Terrelle Pryor (WR – 27 anos)

Pryor perdeu 3 anos de sua vida tentando ser QB, mas seu talento para recebedor é nato. Ano passado, o jovem foi um dos 23 Wide Receivers que ultrapassou a marca de mil jardas – NENHUM recebedor do Eagles consegue a façanha desde Jeremy Maclin, em 2014. Com salário cogitado para cerca de U$10 – 11 milhões/ano, Pryor seria um grande upgrade para a posição.

2 – Kenny Britt (WR – 28 anos)

Este é um nome pra lá de polêmico. É inegável que Kenny Britt tenha um talento acima da média, mas sua fama de problemático atrapalha muito. Britt surgiu muito bem no Tenessee Titans, contudo o histórico de lesões e a fama de desinteressado afastou o WR da franquia. Nos últimos anos, ele foi o principal WR do Los Angeles Rams, mas não empolgou. Com o salário por volta de U$ 7 milhões/ano, pode ser um alvo, mas não é tão sólido. Só conseguiu mil jardas uma vez em sete temporadas.

3 – Kenny Stills (WR – 24 anos)

Jovem, rápido e barato. Kenny Stills parece ser o alvo perfeito para o Eagles se não fosse por um ‘senão’: falta muito para ele ser consistente. Stills preenche uma lacuna importante no elenco, que é um alvo rápido e que ameace o fundo de campo do adversário. Porém, Stills oscila demais. Ele é capaz de produzir mais de 900 jardas em 63 recepções, como fez em 2014, mas também pode ter um ano ruim, com menos de 500 jardas e apenas 27 recepções, como em 2015.

4 – Robert Woods (WR – 24 anos)

Woods aponta como um alvo improvável para o Eagles nesta offseason. Apesar de jovem, consistente e conseguir produzir sempre suas 600 jardas/temporada, ele está longe de ser um upgrade para a posição. Com os U$7 milhões que ele pede, o time pode trazer Britt ou completar mais um pouco e pagar o que Pryor está pedindo. Veremos o que pode acontecer.

5 – Torrey Smith (WR – 28 anos)

Apesar de ultrapassar um pouco a idade, Torrey pode ser um dos principais alvos do Eagles durante o período de Free Agency. No ano passado, durante a temporada, Phipadelphia e San Francisco conversaram sobre uma possível troca envolvendo o WR. Não se concretizou e, agora, o Eagles tem a possibilidade de trazer o jogador. O salário dele deve girar nos U$ 7 milhões e ele teve bons anos em Baltimore, mas também não seria o ideal para melhorar a posição como a franquia precisa.

6 – AJ Bouye (CB – 25 anos)

Melhor Cornerback do Free Agency, Bouye deve ser um sonho distante. Com o preço médio por ano previsto em US$ 11 milhões, Bouye terá muitos times em seu encalço. O talentoso jogador nem draftado foi. Selecionado pelo Texans após o draft de 2013, Bouye vai atrás de dinheiro, coisa que o Eagles não tem sobrando.

7 – Prince Amukamara (CB – 27 anos)

Amukamara entrou na liga com uma certeza: jogador pronto para a NFL. Mas as lesões e falta de ritmo o atrapalharam em seus anos de New York Giants e o CB foi parar no Jaguars. Um ano depois, Prince vai testar o mercado e é uma boa opção para o Eagles.

8 – Paul Worrilow (LB – 26 anos)

O bom Linebacker do Falcons deve mudar de ares nos próximos anos. Worrilow se machucou ano passado e não participou da ótima campanha do time de Atlanta, mas mesmo assim é muito bem visto pelo mercado. Há, pelo menos, 4 times interessados no LB, que seria ideal para substituir Mychal Kendricks, que deve ser trocado nesta offseason.

Charles

9 – Jamaal Charles (RB – 30 anos)

“Ah, mas é velho”. Eu sei! “E nem vai ser tão barato assim”. Eu também sei! Mas Charles já trabalhou com Doug Peterson e juntos tiveram um ótimo ano. O ótimo RB vem de duas lesões, mas ainda tem muito para ajudar. O Eagles já disse que está estudando contratar o jogador, que ajudaria muito na transição do time e a desenvolver Carson Wentz.

10 – Brandin Cooks (WR – 23 anos)*

Cooks não é free agent, mas está envolvido em conversas para uma possível troca com o Eagles. Seria ótimo, se a recompensa não for tão cara. Cooks é veloz e consistente. Melhor do que qualquer WR do mercado, ele seria um enorme upgrade para o grupo de recebedores do time.

Agora, resta esperar. Dia 9 de março começa a mais nova temporada do Eagles na NFL e, se tudo der certo, temos tudo para ter um time forte.

O Mês de Setembro, a Wentzmania e o Futuro na Philadelphia.

A troca de Sam Bradford.

Terça-feira, 30 de Agosto de 2016, Minessota, 11 dias antes da estreia dos Eagles na temporada 2016. Os Vikings estavam realizando mais um treino de pré-temporada, quando o QB Teddy Bridgewater foi ao chão, sozinho, deixando todos os seus companheiros de time em choque. Mais tarde veio a notícia que todos temiam em Minessota, a lesão realmente era grave, e o jogador perderia toda a temporada.

Quarta-feira, 31 de Agosto de 2016, Philadelphia, 1 dia antes da última partida de pré-temporada dos Eagles. O telefone de Howie Roseman toca na Philadelphia, no visor o nome Rick Spielman, GM dos Vikings, a conversa que se iniciou ali alterou os rumos dessa temporada, e possivelmente das próximas também.

Sábado, 3 de Setembro de 2016. Roseman e Spielman chocam a NFL anunciando a troca de Sam Bradford para os Vikings por uma escolha de primeira rodada em 2017 e uma outra escolha em 2018 que pode variar de uma quarta rodada até uma segunda rodada.

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Sam Bradford em seus primeiros dias com os Vikings.

Poucas horas depois os Eagles anunciam que Carson Wentz será o QB titular assim que se recuperar da lesão sofrida na pré-temporada.

O resto vocês já sabem, três jogos, três vitórias, e MUITA, mas MUITA empolgação na Philadelphia!


As expectativas no início da temporada.

Nem mesmo o mais otimista dos torcedores esperava um início de temporada tão espetacular! As expectativas mais realistas no começo da pré-temporada eram que o Eagles seria um time que brigaria para conseguir 6 vitórias na temporada, Sam Bradford seria o QB titular, Chase Daniel o reserva, e Wentz teria todo um ano de adaptação no banco, sem pressão, para em 2017 iniciar de vez a sua carreira na NFL.

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Da esquerda para a direita: Howie Roseman (GM), Carson Wentz (QB), Jeff Lurie (dono do time) e Doug Pederson (HC), durante o primeiro dia de Wentz na Philadelphia.

O ataque tinha dúvidas nas posições de WR e RB, a OL ainda não transmitia 100% de confiança, o QB era um jovem vindo da segunda divisão do futebol americano colegial, com um potencial enorme, mas que muitos achavam que precisaria de um longo período de adaptação. A defesa continuava com uma interrogação gigante nas posições de CB, mas a contratação do coordenador defensivo Jim Schwartz dava esperanças que a defesa conseguisse no mínimo ser razoável. E para completar um técnico começando a sua carreira como HC na NFL.

O time prometia muito para o futuro, mas o presente ainda era uma grande dúvida, e a maioria dos especialistas e power rankings, colocavam nosso time como um dos piores para 2016.

A oportunidade surgida com a lesão de Bridgewater era excelente para os Eagles, uma oferta bem atrativa para um jogador que inevitavelmente sairia no final do ano, cortado, para abrir espaço para Wentz, selecionado na segunda escolha geral do draft desse ano. Era uma oferta irrecusável, uma troca muito boa para os Eagles, que vem se mostrando cada vez melhor a cada dia.


Um QB chamado Carson Wentz.

No dia 20 de Abril, Eagles e Browns anunciaram um acordo pela segunda escolha do draft desse ano, os Eagles enviaram sua oitava escolha do primeiro round, uma escolha de terceira rodada e uma de quarta desse ano, além da escolha de primeira rodada em 2017 e uma escolha de segunda rodada em 2018. Um preço alto, mas com um objetivo bem definido: draftar Carson Wentz, por quem a comissão técnica e direção estavam apaixonados.

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Carson Wentz jogando por North Dakota State.

Carson Wentz veio de North Dakota State, um programa de grande sucesso na FCS, espécie de segunda divisão do futebol americano universitário nos EUA, onde fez parte do time de 2011 a 2015, quando o time ganhou o campeonato cinco vezes, com Wentz sendo o titular a partir de 2014.

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Apesar do enorme potencial que Wentz apresentava, era esperado que ele precisasse de pelo menos um ano de adaptação ao jogo, fato completamente normal para todo jogador quando entra na NFL, e mais esperado ainda para alguém que veio da segunda divisão. O plano claramente era manter Sam Bradford como titular, enquanto o calouro aprendia o playbook, melhorava sua leitura e progressão, e absorvia o máximo de Sam Bradford, Chase Daniel, Doug Pederson e Frank Reich (os dois últimos foram QB quando jogadores).

Quando Wentz foi anunciado como titular após a troca, ainda havia uma descrença que ele jogasse bem logo no começo do ano, além de todos os fatos citados acima Wentz sofreu uma lesão na costela ainda na primeira partida de pré-temporada contra os Buccaneers.

Um QB inexperiente, em um ataque repleto de dúvidas, sem uma preparação de pré-temporada completa, com toda a responsabilidade de fazer valer a pena o alto valor pago por ele na troca com os Browns. Tudo indicava que as coisas seriam complicadas para o calouro…


Três jogos, três vitórias!

A temporada começou com esse clima de pés no chão para 2016, mas muita esperança para o futuro. Porém o time de Doug Pederson rapidamente fez com que tudo isso mudasse!

Logo na primeira partida contra os Browns, na Philadelphia, tivemos a primeira amostra do que esse time é capaz. Vitória por 29×10, com uma estreia maravilhosa de Wentz que acertou 22 de 37 passes tentados, para 278 jardas e 2 TDs, performance que rendeu para ele o prêmio de calouro da semana 1 na NFL! Jordan Matthews teve 7 recepções para 114 jardas e um TD, também voltando de lesão.

Além da boa atuação de Wentz, a defesa de Schwartz foi muito bem, e o time controlou a bola por mais de 36 minutos, algo impensável durante a era Chip Kelly!

No segundo confronto da temporada, fora de casa contra os Bears, mais uma vitória convincente, 29×14, mais uma bela atuação de Wentz (21/34, 190 jardas, TD), e outra atuação excelente da defesa como um todo.

Depois de duas vitórias convincentes os Eagles começaram a virar assunto na NFL, mas ainda com desconfiança, boa parte dos torcedores rivais e dos analistas diziam que o time ainda precisava ser testado contra outro grande time, e essa oportunidade veio na semana 3 contra os Steelers.

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Big Ben e Carson Wentz de cumprimentam depois da vitória dos Eagles. O passado e o futuro se encontrando.

O time de Big Ben vinha sendo apontado como um dos 5 melhores times da NFL, com uma defesa em ascensão e um dos ataques mais poderosos da NFL com Big Ben, Antonio Brown e DeAngelo Willians (que vinha em ótima fase).

Contra os Steelers o time jogou o seu melhor até agora, vitória por 34-3 foi incontestável, a defesa jogou maravilhosamente bem, Wentz teve uma de suas melhores atuações (23/31, 301 jardas, 2 TDs), Smallwood mostrou que pode ser uma arma importante pelo chão (17 corridas, 79 jardas, TD), e os Eagles confirmaram de vez que esse time é real, e tem chances de ganhar de qualquer adversário na NFL.

Os números não mentem, os Eagles são um dos melhores times da NFL no momento, e isso dos dois lados da bola!

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Estatísticas em que o Eagles se encontram no top-10 da NFL no momento.

A defesa vem se destacando semana atrás de semana, Brandon Graham vem tendo seu melhor momento da carreira, com 3 sacks e 1 fumble forçado até agora. Nigel Bradham vem sendo uma grata surpresa entre os LBs, sendo o principal LB do time, presente em campo em 95.7% dos snaps, a dupla de safeties formada por Jenkins e McLeod vem ganhando confiança e melhorando a cada dia.

E por fim temos Fletcher Cox, que foi eleito o melhor jogador defensivo do mês de Setembro de toda a NFC! Parece que Cox vem finalmente recebendo o reconhecimento que ele merece há pelo menos três anos, como um dos melhores defensores da liga! Cox tem até agora 3 sacks, e 1 fumble forçado, e tem tudo para melhorar sua marca do ano passado de 9.5 sacks (melhor de sua carreira).

Não é exagero colocar essa defesa como top 3 da liga no momento!


Nem tudo são flores…

Apesar do bom desempenho o time do Eagles ainda tem problemas (que se resolvidos na próxima pré-temporada nos deixa ainda mais fortes).

A posição de cornerback ainda preocupa. O time tem entrado na grande maioria das vezes em formações com pelo menos 3 CBs, sendo Nolan Carroll o principal (98.8% dos snaps), e as outras duas vagas sendo preenchidas por Ron Brooks (84.8% dos snaps), pelo calouro Jalen Mills (65.9% dos snaps), e Leodis Mckelvin (22% dos snaps).

Mills foi draftado no sétimo round do último round e gerou grandes expectativas com boas performances durante os treinos de pré-temporada. Porém vem sofrendo principalmente com jogadas de muitas jardas, na última partida foram pelo menos 3 passes longos cedidos em sua direção. A tendência é que Mills evolua ainda nas próximas partidas, e que assim que Mckelvin voltar de lesão ele passe a jogar um pouco menos.

No ataque nossos recebedores ainda sofrem com drops, bem menos do que ano passado para sermos justos, mas eles ainda ocorrem. O time deixou de anotar pelo menos um TD nessas últimas semanas por conta de drops, fora outras jogadas que renderiam avanços importantes.

Na OL o Center Jason Kelce vem tendo alguns momentos ruins durante as partidas. Kelce era considerado um dos 5 melhores centers da liga, até sofrer com atuações ruins no ano passado, e com um início de temporada abaixo do seu nível nesse ano.

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Lane Johnson, right tackle, suspenso por 10 partidas por uso de substâncias proibidas.

Por último nosso principal problema para a sequência da temporada: Lane Johnson. O RT foi suspenso por 10 jogos devido ao uso de substâncias não permitidas pela liga, e começa a cumprir sua suspensão agora. Para seu lugar o tive deve deslocar Allen Barbre, que vem fazendo boa temporada, da posição de LG para RT. No lugar de Barbre deve entrar o veterano Stefen Wisniewsky, com a sombra do rookie Isaac Seumalo, que está voltando de lesão. A parte boa é que os Eagles terão quase 10 dias para testar essa nova OL antes de voltar a campo.

 


Wentzmania!

Não tem como negar que o ponto alto dessa temporada para o Eagles tem sido Carson Wentz! Wentz vem sendo o principal jogador do time, e um dos melhores da NFL!

Wentz teve três ótimas atuações, vem anotando números incríveis para um calouro e quebrando alguns recordes, se tornando um dos jogadores mais falados do momento!

Foram 102 passes tentados, 66 deles completos (64.7%), 769 jardas (média de 256.3 por jogo e 7.54 por passe), 5 touchdowns e 0 interceptações, resultando num rating de 103.8, o quinto melhor da liga.

Wentz se tornou o primeiro calouro da NFL a lançar pelo menos um TD em cada um dos seus três primeiros jogos na NFL sem sofrer interceptações, além do atual recordista de passes tentados sem sofrer uma INT nos primeiros jogos como calouro (102).

Mas não só os números que empolgam nas performances de Wentz, ele tem se mostrado um verdadeiro líder dentro e fora de campo. Além disso tem surpreendido com leituras e chamadas na linha de scrimmage, lendo as defesas adversárias como um verdadeiro veterano. Com a bola em jogo Wentz tem sido preciso e vem tomando ótimas decisões. Para melhorar Wentz se mantém calmo dentro do pocket e quando sai dele o faz muito bem. Um jogador aparentemente completo!

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Torcida da Philadelphia com Carson Wentz.

Com o passar das semanas a Wentzmania tem tomado conta não só da Philadelphia mas de toda a NFL! Nesse meio tempo Wentz ainda acumulou algumas premiações:

– Melhor Calouro da Semana (Week 1);
– Melhor Jogador de Ataque da Semana na NFC (Week 3);
– Melhor Calouro da Semana (Week 3);
– Melhor Calouro de Ataque do Mês (Setembro).

E vem recebendo elogios de todos os lados:

“Ele ama assistir aos vídeos. Ele e os outros quarterbacks estão aqui 5:30 da manhã assistindo aos lances e eles estão vendo a fita até a exaustão. Eu escuto ele pelo prédio falando com os caras sobre jogadas, rotas e proteções. É algo com uma pegada Peyton Manning. É ruim dar rótulos para ele, mas era assim como Peyton se preparava. É assim como esses caras no topo se preparam. Ele tem isso agora como um jovem quarterback. Isso vai carregar ele por toda a sua carreira.” – Doug Pederson, técnico dos Eagles.

“Wentz lembra o Peyton Mannign antes do snap, e depois do snap é como o Aaron Rodgers. Ele tentou 102 passes. Ele não lançou nenhuma, nem mesmo uma que chegasse perto de ser interceptada. Suas decisões são impecáveis e seu posicionamento e precisão, eu não sei se ele pode lançar a bola melhor do que ele está fazendo até agora” – Brian Baldinger, analista da NFL.

“Esse time aqui em Pittsburgh não conseguia parar de falar sobre a preparação de Wentz. Da maneira como ele foi absolutamente capaz de tirar vantagem de cada erro. O LB Arthur Moats chegou a dizer, ‘Você não ve normalmente um calouro capaz de fazer isso.’ ” – Aditi Kinkhabwala, jornalista da NFL sobre as reações dos jogadores dos Steelers ao enfrentar Wentz.

“Não só a falta de turnovers, mas a calma que esse garoto tem. Ele não parece ficar nervoso… Carson Wentz parece estar fazendo tudo certo.” – Bill Belichick, técnico dos Patriots.

Cada vez mais a torcida da Philadelphia se apaixona pelo seu QB, e o resto da liga começa a enxergar que algo muito especial vem acontecendo pelos lados da Philadelphia.


O futuro na Philadelphia.

Os Eagles agora tem uma semana de descanso, e enfrentam os Lions na semana 5, em Detroit, no dia 9 de Outubro. Em uma partida que não deve ser das mais simples, mas tem o Eagles como favorito depois do início avassalador da temporada. Em seguida os Eagles viajam para Washington onde enfrentam os Redskins na semana 6, e voltam para a Philadelphia na semana 7 para um aguardado confronto contra os Vikings. As expectativas são de ganhar pelo menos dois desses próximos três jogos, deixando o time em uma posição confortável para a sequência complicada da temporada (Cowboys e Giants fora, Falcons na Philadelphia, Seahawks em Seattle, Packers em casa, Bengals fora, Redskins em casa, Ravens fora, Giants e Cowboys em casa).

As expectativas vem crescendo a cada semana, e nesse momento ficar fora dos playoffs já pode ser considerado uma decepção, e voos mais altos ainda nessa temporada são cada vez mais plausíveis.

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Lincoln Financial Field lotado.

Para as próximas temporadas as perspectivas são as melhores possíveis. Possivelmente achamos o nosso ‘franchise quarterback’, o cara que vai comandar a franquia pela próxima década, e ele é dos bons! Se mesmo com todos os fatores para dar errado presentes Wentz vem jogando nesse nível, é de se esperar que o jovem ainda tenha muito espaço para evolução, melhorando mas ainda, elevando seu nível de jogo e quem sabe transformando o time da Philadelphia em uma dinastia vitoriosa pelas próximas temporadas.

As escolhas da diretoria vem se mostrando cada vez mais acertadas, e esse time deve continuar melhorando na próxima offseasson. Temos jovens talentos em várias posições chave, e uma comissão técnica preparada para vencer, o futuro aparenta ser ensolarado na Philadelphia!

Eagle Eye: Uma Épica Atuação Defensiva, por Fran Duffy

Nesta coluna, retirada e traduzida diretamente do site oficial do Philadelphia Eagles, escrita por Fran Duffy na sua coluna Eagle Eye, trazemos aos torcedores dos Eagles uma análise mais detalhada com vídeos da excelente atuação defensiva da equipe no jogo de domingo contra o Pittsburgh Steelers. Um jogo no qual pass rush e secundária estiveram em pura sincronia por praticamente o jogo inteiro.

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Aqui, podemos ver o quão disruptivo o front seven dos Eagles esteve contra o ataque terrestre dos Steelers. Veja a velocidade que o LB Jordan Hicks reconhece a formação de Pittsburgh, pressionando a linha de scrimmage e puxando o guard no gap. Isso criou um muro que resultou em nenhum ganho no first down. Mais tarde, no mesmo drive, o DE Brandon Graham penetra o backfield e tira três bloqueadores dos Steelers na jogada. O LB Nigel Bradham finaliza a jogada no backfield com um tackle for loss. Os Eagles conteram o ataque terrestre adversário do início ao fim do jogo, resultando em apenas 2 chamadas de corridas dos Steelers no segundo tempo inteiro (incluindo uma corrida na última jogada da partida para acelerar o relógio).

Uma das coisas que Fran Duffy mais ressaltou durante a semana que antecedeu o confronto contra os Steelers era, obviamente, o ataque adversário. Pittsburgh entrou domingo sendo o ataque número 1 da NFL na red zone (5 touchdowns em 5 idas à red zone) e o número 3 em conversões de 3rd down, convertendo 51.6%. Entretanto, no domingo, os Steelers foram 0-2 na red zone e foram limitados a apenas 36% de aproveitamento nas conversões de 3rd down (4 de 11).

Em meio a tudo isso, o que surpreendeu ainda mais foi a baixa produção de Antonio Brown, o melhor WR da NFL nessas situações. Brown, com 6 recepções para 104 jardas e 1 touchdown em 11 passes lançados em sua direção em conversões de 3rd down, entrou o jogo sendo o recebedor mais produtivo neste quesito, mas foi reduzido a apenas um passe lançado em sua direção e nenhuma recepção.

O setor defensivo utilizou diferentes formações de cobertura contra Antonio Brown e o corpo de recebedores dos Steelers, variando entre cobertura mano a mano, cobertura dupla e em certos momentos da partida apenas colocando um safety de sombra em cima de Brown. Os Eagles passaram bastante tempo do segundo tempo de jogo numa formação de Tampa 2 básica e obtiveram êxito.

Na segunda campanha da partida, a defesa dos Eagles enfrentou um 3rd and 5 e jogaram numa formação mano a mano chamada “Cover 1 Man Free”. Esta formação coloca um safety cobrindo o meio e o fundo do campo, enquanto os outros 5 defensores jogam mais próximos da linha de scrimmage. O calouro Jalen Mills marca Brown no mano a mano na ponta, Jenkins, o safety que está cobrindo o fundo do campo, faz a sombra na cobertura para ajuda-lo contra Brown, porém Mills faz uma ótima marcação. Para ajudar, o pass rush contribuiu muito nesta jogada, com Graham e Curry impactando diretamente no passe de Roethlisberger. Hicks coloca pressão no final da jogada e afeta totalmente o passe de Big Ben que sai completamente errático em direção ao WR Eli Rogers no meio do campo.

Roethlisberger teve 51 dropbacks no jogo. De acordo com Duffy, a defesa dos Eagles afetou o QB adversário em 23 desses 51 dropbacks, produzindo sacks, pressionando, acertando o QB, forçando-o a mover-se no pocket e apressando passes. Esses números impressionam ainda mais considerando quantas jogadas de passes rápidos e jogadas de screens os Steelers utilizaram.

Nessa jogada o ataque dos Steelers enfrenta um 3rd and 7 na red zone, duas das áreas onde o time é extremamente eficiente, e mais uma vez a defesa dos Eagles realizou um grande trabalho. A defesa faz a dobra em Brown e o elimina na jogada. A cobertura em zona no meio do campo tira a jogada que Roethlisberger queria fazer, e o pass rush, liderado por Fletcher Cox, realiza o sack no QB.

No vídeo, podemos ver Barwin pulando para bloquear e atrapalhar a linha de passe de Roethlisberger, e isso foi uma constante durante o jogo inteiro. Em apenas 4 de 51 dropbacks Jim Schwartz enviou blitz e quando você consegue afetar o QB adversário enviando apenas 4 jogadores você coloca todo o seu setor defensivo em uma situação muito confortável.

Os Eagles utilizaram várias formações de cobertura com um safety ajudando na marcação de Antonio Brown. Isso permitiu que o cornerback que marcava Brown fosse mais agressivo e pressionasse o WR na linha de scrimmage. No vídeo, vemos um passe completado de 5 jardas em cima de Jalen Mills, numa marcação muito apertada e bastante competitiva do calouro.

Mesmo com uma marcação muito boa da secundária, é preciso creditar a linha defensiva dos Eagles que, como dito anteriormente, conseguiram pressionar Roethlisberger com apenas 4 jogadores por quase toda a partida. Quando isso acontece, os coordenadores de defesa podem colocar os safeties cobrindo os principais recebedores ou colocar marcação dupla na secundária. E isso foi e tem sido a chave do sucesso para o esquema defensivo dos Eagles.

Neste vídeo vemos Curry alinhando em 9-technique por fora do TE. Curry consegue livrar-se do bloqueio do RT e colocar as mãos em Roethlisberger. Na maioria dos QBs da liga, esta jogada provavelmente teria resultado em um fumble, mas Big Ben é muito forte e consegue se manter em pé e fazer o passe, entretanto, Curry é recompensado com seu segundo esforço acertando o QB por trás e ajudando a errar o passe. Outro jogador que merece o crédito na jogada é o LB Jordan Hicks que faz uma excelente marcação em DeAngelo Williams no meio do campo e consegue colocar o jogador no chão no momento do passe.

Algumas jogadas depois, a defesa dos Eagles enfrenta um 3rd and 10. Roethlisberger está procurando por Brown na ponta. A defesa, com Mills e Jenkins, coloca marcação dupla no WR, então Big Ben volta os olhos para o meio do campo onde está Eli Rogers, mas o S Rodney McLeod faz uma grande jogada e quase intercepta o passe de Roethlisberger.

Aqui, uma jogada de puro instinto de Malcolm Jenkins. Estamos em um 4th and 5 e os Steelers colocam Antonio Brown em uma das suas rotas favoritas (rota drag) em situações de passe curto. Jenkins reconhece a rota de Brown e sai do fundo do campo para aplicar uma das grandes jogadas defensivas dos Eagles na partida. Por muito pouco a bola não é interceptada e talvez levada para a end zone.

Aqui temos outro exemplo de cobertura e pass rush funcionando em conjunto. Uma marcação dupla de Jenkins e Mills em cima de Brown e um excelente pass rush da linha defensiva. Todos os quatro jogadores de linha fazem um grande trabalho pressionando Roethlisberger e forçando-o a segurar a bola até sofrer o sack.

Na jogada seguinte, a defesa dos Eagles alinhou com uma formação Tampa 2 com dois safeties defendendo o fundo do campo e 5 jogadores mais abaixo em cobertura por zona. E novamente a linha defensiva fez um excelente trabalho com apenas 4 jogadores, com Graham e Barwin pressionando nas pontas, enquanto Cox, com muita força e velocidade, domina o OG pro bowler David DeCastro, transformando a jogada em um sack e fumble para a defesa dos Eagles.

No final do terceiro quarto os Eagles utilizaram uma formação pouco usada nesta temporada: dime package, no que consiste em quatro jogadores de linha defensiva, um linebacker e seis defensive backs. Esta foi a única vez na partida que Roethlisberger lançou em direção à Antonio Brown num 3rd down. Num primeiro momento, Brown estava livre para o first down, porém, devido a pressão exercida pela linha defensiva, Roethlisberger teve que segurar a bola e avançar no pocket, lançando um passe incompleto e forçando-os a um 4th down.

Nesta jogada no segundo quarto, saindo de um play-action, Jenkins fica isolado no mano a mano com Brown, um confronto que os Steelers queriam. Brown percorre uma rota perfeita, fingindo um corte em direção ao fundo do campo, forçando Jenkins a virar seu quadril antes dele virar-se para o lado oposto da lateral numa rota deep over. Em transição, Jenkins volta seus olhos a jogada, mantem-se perto de Brown, desvia o passe e quase consegue a interceptação. Uma jogada de pura resiliência de Jenkins.

Mais uma grande jogada de Malcolm Jenkins, que esteve por todas as partes do campo no domingo. Aqui, Jenkins executa perfeitamente o tackle e evita o avanço do WR dos Steelers numa jogada de screen pass. A defesa dos Eagles esteve tão bem no domingo, limitando o ataque dos Steelers a apenas 3 jardas após a recepção. A 3ª melhor marca neste quesito por qualquer defesa nesta temporada.

Nesta jogada no terceiro quarto, ele novamente, Malcolm Jenkins. Em uma das poucas oportunidades que o ataque dos Steelers encontrou um recebedor “livre” num passe mais longo, Jenkins veio com muita velocidade para o tackle, evitando a recepção do recebedor.

Para finalizar, a única interceptação dos Eagles na partida. Rodney McLeod cobre 40 jardas de campo na jogada e pratica uma jogada espetacular para colocar um ponto final em uma atuação épica do setor defensivo.

Crédito: Fran Duffy, insider do site oficial do Philadelphia Eagles.

Por que Carson Wentz está tendo sucesso?

Guru brasileiro da NFL para grande parte das contas do twitter, o OQuarterback descreveu em sua coluna na Liga dos 32 os motivos do sucesso imediato de Carson Wentz na liga. Confira o texto abaixo e não deixe de seguir ele e a Liga dos 32 no Twitter e no Facebook.


Se você me dissesse que o Philadelphia Eagles iria começar a temporada com três vitórias eu ia achar possível, apesar de improvável. Se você me dissesse que o Eagles alcançaria essas três vitórias com Carson Wentz tendo o melhor desempenho de um quarterback novato desde Peyton Manning em 1998 eu acharia impossível. Contrariando todas as expectativas que eram colocadas em cima do Eagles nessa pré-temporada (eu mesmo, nas minhas previsões, não acreditava que Philadelphia teria esse sucesso imediato), o time vem jogando em altíssimo nível e já se coloca como favorito na NFC East nesse início de temporada.

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Não haviam muitas dúvidas sobre a defesa do Eagles: a chegada do excelente Jim Schwartz como coordenador defensivo aliado a um plantel que conta com jogadores de qualidade elevada já indicava que a unidade jogaria em alto nível de imediato. O que surpreende muito nesse time da Philadelphia é como o ataque está acertado com um quarterback que até o ano passado jogava na 2ª divisão da NCAA (ele foi só o 5º QB da 2ª divisão escolhido no primeiro round do Draft, o último sendo Joe Flacco em 2008) contra times cuja maioria dos jogadores hoje não joga mais futebol americano.

Como se explica esse sucesso imediato e surpreendente de Carson Wentz? Porque ele fez de bobo todos que, durante a avaliação do Draft, acreditavam que ele precisaria de um período de desenvolvimento antes de atuar na NFL? É isso que vou explorar na coluna dessa semana, com ajuda de dados do site Pro Football Focus.

Para começar, olhem essa jogada (retirada através do NFL Game Pass) do primeiro quarto do jogo do Eagles contra o Pittsburgh Steelers nesse último domingo. Essa é uma das formações que o técnico Doug Pederson mais vem utilizando (shotgun empty spread com quatro wide receivers e um tight end alinhado na linha ofensiva) e que explica bastante do sucesso do Wentz.

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Uma das sacadas geniais do Pederson foi simplificar o seu playbook ofensivo o máximo possível para Carson Wentz. As jogadas são desenhadas para ele fazer o passe rapidamente, nada de leituras elaboradas ou esperar os seus recebedores se desvencilharem da marcação adversária. Com isso, Wentz tem o quarto melhor rating (aquela conta que junta passes completos, passes tentados, jardas de passe, touchdowns e interceptações) da NFL em passes onde a bola saiu das mãos do quarterback em 2.5 segundos ou menos e uma média de 7,7 jardas por passe.

Com essa tática de passes rápidos e curtos, a linha ofensiva não precisa se preocupar tanto com as pressões adversárias já que a bola sai das mãos do quarterback rapidamente. Mesmo assim, o trabalho de Lane Johnson e companhia vem sendo excelente, só cedendo 19 pressões (sendo só dois sacks) nos três jogos até agora, o que facilita bastante o trabalho de um jogador se estabelecendo na liga. Lógico, até agora o Eagles não enfrentou nenhum time que tivesse um front seven (DLs e LBs) de respeito então é ver como será o trabalho dessa linha ofensiva quando for enfrentar defesas mais complexas como a do Minnesota Vikings.

Quem assistiu o Monday Night Football da Semana 2 no SAP deve ter ouvido o comentarista (e ex-técnico) Jon Gruden falando como ensinou o Wentz a ter mais segurança com a bola nas mãos durante seu QB Camp antes do Draft. Em North Dakota State, Wentz muitas vezes ficava com a bola em uma só das mãos e corrigiu isso após a aula de Gruden. Ou seja, a segurança de Wentz com a bola é outro diferencial que explica seu sucesso, são cinco touchdowns e nenhuma interceptação até agora (ele sofreu três fumbles, nenhum perdido e dois desses foram mais culpa do center Jason Kelce na hora do snap do que qualquer outra coisa) e até agora quase não tomou decisões que colocassem a bola em situação de risco, como passe no meio de marcação e afins.

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Um dos grandes pontos de discussão sobre Wentz no Draft era sua instabilidade nos passes, mesmo contra times fracos da 2ª divisão da NCAA sua porcentagem de passes completos era baixa e isso foi uma das coisas que me chamaram mais a atenção ao estuda-lo. Nessas três semanas ele completou 64,7% dos passes tentados (66 de 102), mas se olharmos nos passes de verdade (aqueles que não sofreram drop ou bolas jogadas fora) a porcentagem aumenta para 80,4%, o que é a melhor marca na NFL até o momento.

O último ponto que quero destacar é a posse de bola do Eagles nesses três primeiros jogos. Eles estão com uma média de 36min47s de posse de bola, lideram a NFL nesse quesito e é muito maior do que a média que eles tinham no ataque up-tempo de Chip Kelly em 2015 (25min51s). Mais tempo com a bola significam mais huddles, mais comunicação entre técnico e quarterback e uma maior tranquilidade para Wentz saber o que está fazendo sem se desesperar em iniciar a jogada logo. Também implica que a defesa do Eagles entra em campo bem mais descansada, o que aumenta o leque de opções de Jim Schwartz para o que fazer.

É absolutamente improvável que Carson Wentz mantenha esse nível tão elevado pela temporada inteira, ainda mais se levarmos em conta que a semana de folga do Eagles nessa temporada já é nessa Semana 4. Com 13 jogos consecutivos pela frente e os times tendo mais material para estudar o que o técnico Doug Pederson vem fazendo, é normal que pelo meio da temporada sua produção caia. De qualquer forma, não há como negar que esse sucesso imediato de Wentz é uma ótima notícia para a torcida do Eagles a longo prazo já que conta com um quarterback de alto nível pela próxima década e que pode trazer o tão sonhado Super Bowl para a cidade do Rocky Balboa.


Confira aqui o post original do texto.