Como Nick Foles ressurgiu: o MVP do Super Bowl 52 e sua jornada entre a escuridão e o estrelato

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Nick Foles, o herói da maior conquista da história dos Eagles

 

*por Laura Bassett – para o Huffington Post

Antes de ser o MVP do Super Bowl em 2018 e um herói, o quarterback Nick Foles era uma criança, cheia de ternura e gentilezas, com um cabelo loiro quase branco e mãos gigantes. É assim que me lembro dele, pelo menos. Nick e eu fomos amigos de infância, e seu tamanho sempre lhe fez parecer mais velho e mais imponente do que era. Ele era quieto e adorava jogar seu Nintendo.

Nossas famílias passaram feriados juntos e visitavam uma à outra entre o Texas e a Louisiana. O pai de Nick, Larry, foi o gerente de um restaurante em Baton Rouge onde meu pai foi bartender nos anos 70. Quando Nick tinha 8 anos, meu pai levou ele e meu irmão para caçar patos em Grand Chenier, Louisiana, mas Nick sempre esteve mais interessado em cuidar dos patos machucados após terem sido baleados ao invés de atirar neles. Em um ponto, ficou triste porque alguns dos patos não pareciam ter morrido, e ele queria acabar com o sofrimento deles. Então, ele tentou atirar em um deles no chão com uma arma de chumbinho, mas errou, e o tiro acertou a testa do meu pai.

O Nick Foles que me encontrou numa Segunda-Feira num escritório no complexo de treinamento dos Eagles em Philadelphia não é o mesmo Nick Foles que conheci. Não o via há 20 anos. Agora, ele tem 1,98m e é, em todos os aspectos, um fenômeno. Colegas meus, homens feitos, têm camisas com o nome dele. Homens espalhados pela Philadelphia têm tatuagens do rosto dele nos seus corpos.

Falamos por uma hora sobre football, fama e fé, sobre ser apolítico em um momento político para a NFL, e sobre sua quase aposentadoria da NFL dois anos atrás e sua jornada única desde então, de estrela a reserva, da reserva ao ponto máximo de sua carreira, e dele para a reserva novamente.

Nick! Você está muito maior do que da última vez que te vi. Tenho uma foto sua e do meu irmão fazendo queda de braço quando eram crianças. 

Relações públicas dos Eagles, saindo da sala: “Olha, eu posso apostar que seu irmão não ganha dele agora…”

Nick: Taylor? Ele e eu estamos velhos agora, então a gente provavelmente só abriria uma cerveja e encerraríamos o assunto.

Achei que você não bebesse.

Eu bebo às vezes, geralmente sidra bem seca. Eu percebi, mesmo tendo 29 anos, que com todas as pancadas e tudo mais, meu corpo não se dá muito bem com o álcool. Eu tenho muito a fazer durante o dia, e quando eu estou saudável e ligado, eu consigo fazer mais e ainda ser um pai e um marido.

 

Nick Foles (esquerda) e Taylor Bassett, nos anos 90.

 

Você tem vícios? Você às vezes faz uma loucura e come um pacote de Cheetos?

Eu fiz dois eventos de autógrafo nos últimos dois dias, e durou algo entre oito horas, e eu não comi nada ontem, então estava morrendo de fome quando cheguei em casa. E nós comemos comida sem glúten – minha esposa ficou muito doente quatro anos atrás, então tivemos de aprender e me ajuda também com as inflamações. Mas eu cheguei em casa e destruí um saco de chips. Eram as mais saudáveis possíveis, feitas com óleo de coco e coisas do tipo, mas eu definitivamente gosto de pizza sem glúten.

Então você não tem vícios.

[Risos]

Como é ser tão famoso instantaneamente e ver homens adultos por toda a Philadelphia usando camisas com o seu nome, tatuando sua cara no corpo deles?

Olha, é meio louco, porque quando estive aqui da primeira vez, quebramos alguns recordes e eu ganhei muita notoriedade por isso. Philly ama os Eagles. Mas quando eu voltei depois de tudo que aconteceu em St. Louis e em Kansas City, eu não era tão percebido. Eu podia ir no mercado e as pessoas me reconheciam, mas não era tão complicado. Agora eu não posso ir em nenhum lugar no país…

Eu e Tori [esposa] estávamos no Havaí em uma ilha bem isolada, e até mesmo os locais sabiam quem eu era. Um cara me reconheceu enquanto eu estava em uma sessão de snorkel – foi loucura. As pessoas são sempre muito gentis. Mas eu nunca sentaria aqui e diria pra você que você se acostuma – acho que ninguém é capaz de se acostumar com isso.

Qual foi o encontro mais estranho que você teve com um fã?

As tatuagens são as maiores loucuras. Conheci um cara numa sessão de autógrafos – as costas dele inteiras eram eu com o troféu nos degraus do Rocky.

Uau. Era uma tatuagem bonita? O que você disse?

Assim, eram as costas inteiras. Pra sempre. Não há muito o que dizer. Eu disse, “Cara, que legal.” Tá ali pra sempre.

Os fãs dos Eagles são diferentes dos fãs de outras franquias?

Sim. O que eu sempre admirei dos fãs daqui é que não são fãs; é uma família. Isso passa de geração em geração. Eu estava num evento ontem e uma senhora começou a chorar. Ela disse: “Eu assisti o jogo com a minha mãe, de 90 anos, e foi o momento mais incrível da vida dela.” Outra moça disse que ela estava tentando engravidar e não conseguia, mas depois do Super Bowl, ela engravidou. O médico disse que algo mudou no corpo dela e permitiu que acontecesse. Coisas que você ouve aqui fazem você acreditar que está longe de ser só um jogo para as pessoas daqui.

Então existem pessoas aqui na Philadelphia que atribuem a você a fertilidade delas.

Ao time, sim.

Eu vi no Instagram que você tem um troféu do “Rocky” no seu armário. 

Sim, o cara que fez a verdadeira estátua do Rocky me mandou após o Super Bowl.

É engraçado você ter visto isso no Instagram. Eu nunca fui bom com redes sociais. O que eu e Tori fazemos, ajudando a comunidade e talvez começando uma fundação, é muito importante expandir isso. Mas não quero que seja algo como “meus melhores momentos”. Quero que seja real. Minha esposa fica doente, Lily bate a cabeça… as coisas acontecem. Ainda que fotos bonitas na praia são ótimas, eu quero postar coisas que me inspirem – uma música ou algo que eu li. Eu só quero focar em usar a plataforma que tenho para ajudar as pessoas. Porque o futebol americano, ainda que seja fantástico, e é muito bom estar na NFL – eu já sabia há muito tempo que não seria onde meu coração estaria. Mas por causa dela, eu posso ajudar pessoas de muitas formas. Eu posso ir e falar, e as pessoas vão querer me ver.

Você disse que queria ser um pastor para jovens após a NFL, certo?

A mídia meio que se apropriou da frase. As pessoas me dizem “Você quer ser um pastor! Deus te abençoe!”

Quando eu estava em Kansas City e tendo dificuldades na minha carreira, decidi ir a um seminário para continuar meu crescimento espiritual. E sobre ser um pastor para jovens – nós temos um grande igreja em casa, e eu sempre pensei que seria legal ser um voluntário na minha igreja. Eu poderia ensinar alguns sermões em um colégio, mas é sempre melhor fazer algo pessoal e ajudar essas crianças nesse ponto da vida.

Vários jogadores no seu time têm histórias diferentes, religiões diferentes, visões políticas diferentes. Você se vê como um líder espiritual do time ou você é mais do tipo de deixar cada um no seu canto?

Acho que todos sabem que sou Cristão. Mas eu só quero que eles saibam que eu amo eles, eu genuinamente me preocupo com eles e que eu não quero ser melhor que ninguém.

Quando estou num time, tudo se resume aos relacionamentos e a conhecer um ao outro. Se você me perguntar sobre [a Universidade de] Arizona, eu provavelmente não vou lembrar de muitos jogos, mas lembro do vestiário. Lembro de treinar duro com aqueles caras e da nossa amizade. A NFL é um pouco diferente porque os caras entram e saem o tempo todo, mas quando chego no prédio, eu quero conhecer as pessoas. Eu vou até a sala de equipamentos conversar. Quando realmente há amor recíproco e você entra para jogar, ninguém entra em pânico, é só “ei, deixa comigo”, porque nós nos importamos um com o outro. Sabemos que sabemos jogar. Todo time diz que é uma família, mas esse time é muito mais do que qualquer outro em que estive. É por isso que acho que vencemos o Super Bowl – por causa dos relacionamentos que construímos no vestiário. É a parte mais legal do jogo.

A primeira coisa que falo para as crianças quando vou dar uma palestra é que, se você está fazendo isso por dinheiro, fama, mulheres, homens, carros, ou qualquer outra coisa, você vai ser bem vazio ao fim do dia. Eu posso te dizer isso porque eu sou quem você quer ser se você quer ser um atleta. Sou um atleta profissional. E não há nada de mais nisso. O carro mais novo não vai ser o bastante. Para mim, meu relacionamento com Cristo e a minha família, é isso que realmente importa.

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Placa que dizia “Esqueçam Trump… Nick Foles para Presidente” durante a festa nas ruas de Philadelphia após a vitória sobre os Patriots no Super Bowl

Você e seus companheiros fazem muitas piadas entre si? Quais são seus apelidos?

Todo mundo sabe que eu sou meio bobão. Alguns caras ficam muito sérios quando jogam. Eu não. Nos treinos, quando estou passando para os receivers, eu costumo olhar para um lado e lançar para o outro – olho para a esquerda e passo na direita. Ninguém faz isso no jogo, mas pode ser que um dia eu faça e todo mundo fale “COMO ELE FEZ ISSO?”, e é só brincadeira. Jogamos frisbee outro dia, e eu virei uma criança, correndo feito louco. Até nos jogos eu costumo manter o humor. Se eu lanço um passe ruim ou para fora do campo, eu digo pra mim mesmo: “Nossa Nick, bela bola. Uau. Muito bom.” Mas não faço para me diminuir, eu dou risada.

Um exemplo: no Super Bowl, lancei um touchdown para o Corey Clement, nosso Running Back, que foi no meio de três defensores, e tudo aconteceu muito rápido. Eu fiz minhas leituras e fui lançar para ele e na minha cabeça, eu pensei “Isso vai ser horrível. Não é como desenhamos, não vou lançar. O que vou fazer?” E de repente o Safety escorregou um pouquinho, bem pouquinho, e eu pensei “Nossa, eu vou conseguir”. Eu lancei, mas foi tudo o que passou pela minha cabeça em meio segundo. E caiu bem no meio dos três e ele pegou.

Preciso tocar no assunto Colin Kaepernick e a história do New York Times sobre a reunião dos donos de time com os atletas, sobre ir à Casa Branca ou não. Obivamente, há um ambiente politizado na NFL nesse momento. Muitos de seus companheiros estão sendo bem expansivos sobre isso, mas você ficou fora dessa. É possível ser apolítico como um quarterback e uma estrela da NFL?

Eu não sei muito sobre política, é algo que eu realmente não conheço bem, então eu só ouço e observo. É isso. Se eu falar sobre isso, não vou falar com conhecimento. O caráter das pessoas, o coração delas é o que me importa. Quando opiniões políticas são o assunto, eu olho de uma forma diferente. Não é necessariamente o que eu quero dizer. Eu posso ter uma opinião, mas gosto de ouvir nessas situações, porque muitas vezes você pode dizer algo, mas você não vai estar certo de qualquer forma. Então é perda de tempo.

Então você vai ficar de fora nessa.

[Risos] Sim, por enquanto sim.

Como é ser um MVP do Super Bowl e ser um reserva de novo? Como mudar essa perspectiva emocional?

Olha, nunca aconteceu, nunca na NFL, de um MVP do Super Bowl ser um reserva. E eu pensei que seria trocado no último mês, porque via as notícias e acompanhava, porque afeta nossas vidas. Acabamos de mudar para um lugar ótimo na última pós-temporada, temos uma filha de 10 meses e meio, eu adoro a cidade. E se você é trocado, tudo muda de novo. Mas agora que refizemos nosso contrato, e estaremos aqui pelo menos mais um ano, é honestamente uma grande oportunidade para impactar muitas pessoas, porque muitos vão olhar pra mim e dizer “Ok, vamos ver como ele responde. Vamos ver como ele vai agir, saber quem ele realmente é.”

E o orgulho aparece, sabe? Você vê um anúncio do Super Bowl e você pensa, “uau, que loucura!” E você adoraria a oportunidade de ser titular. Mas é necessário voltar à realidade. Eu acho que todos se sentem assim, de uma certa forma. Nos torna humildes, sabe? Eu tenho que diariamente exercitar essa humildade, para chegar aqui e ser um reserva, estar em todas as reuniões, treinar e me esforçar, e não ser o titular, sabendo que há dois meses atrás eu estava no palco segurando o Lombardi Trophy. Mas é bom pra mim. Eu aprendi muito sobre mim, de formas que eu nunca imaginaria.

Todo mundo olha pra essa situação e diz, “Olha, você tinha de ser titular, você tinha de receber um salário de tanto”, e isso entra na sua cabeça por um pouco, e você tem de tirar. Porque não importa. Você tem de manter seu foco no agora, e tem de ser grato. É questão de perspectiva, como a minha família – ver minha filha e minha esposa. Somos felizes. Temos pessoas ótimas aqui. Temos que aproveitar o momento, porque eventualmente, tudo isso vai passar.

Como foi jogar contra Tom Brady depois de ser um reserva durante a temporada. Como você não cedeu à pressão? Você estava nervoso?

Eu não sabia como meu corpo ia responder, porque é um grande palco. Você sabe como se preparar, mas você nunca sabe até o momento em que você pisa no campo como vai ser. Porque você sempre se prepara para ter sucesso, mas pode ter um jogo ruim. Meu foco estava em aproveitar o momento, estar presente. É fácil olhar para o cenário todo e se desesperar, mas dizíamos “esteja onde seus pés estiverem”. Assim, como agora, eu estou presente, estou falando com você, é onde eu estou. Minha mente não está divagando. E isso meio que limpa a sujeira da sua cabeça. Todos os dias eu acordo, faço café, leio uma passagem da bíblia. Eu fiz diários todos os dias ali, porque sabia que estava lidando com tantas emoções por ter saído do time e estar ali outra vez.

Então eu me senti bem entrando no jogo, mas me lembro de sentar ali no hino nacional, e estava percebendo o que estava acontecendo. E eu sabia que a primeira jogada do jogo seria um passe, e naquela jogada eu teria uma ideia de como meu corpo estava, como meu coração estava, minha mente – tipo, está tudo calmo? E eu peguei a bola, minha primeira leitura estava coberta, e eu tive que reeestabelecer meu corpo totalmente para o outro lado e acertei Nelson Agholor para um passe completo, e lembro de ter pensado “eu estou me sentindo muito, muito bem“, e foi o jogo mais tranquilo que já joguei na vida, no Super Bowl, porque eu estava me sentindo presente. O palco ficou pequeno.

E eu acredito realmente que a razão para toda essa calma é que eu tenho excelentes companheiros de equipe, muito talentosos e que trabalham muito duro, que sabem o que têm de fazer. Nenhuma vez nesse ano o ataque perdeu a cabeça porque a defesa jogou mal, ou o contrário. Isso mostrou que nosso time sempre lutou um pelo outro.

É diferente de outros times em que você jogou?

Sim. Eu joguei em times, não vou falar os nomes, mas a atenção ao detalhe não era grande. Esquematicamente, não eram bons. Caras ótimos, pessoas boas, mas não tínhamos uma identidade, e entrar nos jogos era muito estressante, difícil. Lembro de estar em momentos complicados – eu sempre lancei para 300 ou 400 jardas por jogo desde a High School, e aconteceu esse ano em que eu não conseguia nem 150 por jogo no esporte que joguei a vida toda e no qual eu conseguia isso em um quarto. E era muito difícil, mas eu cresci muito naquele ano.

Eu falo para muitos caras mais novos, e o dinheiro pode cegá-los. Assim, quando você joga, você tem de ser pago pelo que você faz. Mas tenha a certeza de que você está indo para um lugar com um bom sistema, bons técnicos. A grama nem sempre é mais verde do outro lado. É horrível ir para um time e não jogar tão bem, e perceber que estão se virando contra você ou uns contra os outros. Eu passei por isso, e pensei que ia parar 2 anos atrás. Foi real. 100%. Para mim, tinha dado.

É porque você perdeu a fé em você mesmo e pensou que não era mais tão bom?

Eu sabia que ainda podia jogar – sabiam que eu ainda podia jogar no mais alto nível. Eu só não gostava mais de football. Não podia encostar numa bola. Alguém me passava uma bola e eu deixava cair. Eu não aguentava mais. Perdi a alegria. Não consigo fazer algo sem ser de coração. Acho que algo dentro de mim estava acontecendo, eu tinha medo de jogar de novo, porque tive uma experiencia horrível e isso me cegou. Mas eu percebi que podia crescer muito mais jogando do que parando.

E eu sabia que jogar fazia meu pai e meu sogro felizes, trazia alegria à minha família, e a ideia de tirar isso deles me machucava. Eles me assistiam jogando, e isso me trazia muita alegria e uma certa fuga. Meu pai já assistiu o Super Bowl umas 100 vezes. Meu sogro assistiu outra vez ontem à noite.

Nick Foles e a filha Lily após a vitória no Super Bowl LII

 

Uau, isso é incrível! Meu pai passou anos tentando me ensinar como lançar uma bola da forma certa, me dando aulas de física sobre como nosso braço é como um chicote. Você vai fazer isso com a sua filha?

Eu provavelmente vou ensinar ela como lançar uma bola. Eu só quero fazer tudo que eu puder para amá-la e ser seu papai. Mas eu acho que ela vai ter excelentes genes atléticos – minha esposa é mais atlética que eu. Ela jogou vôlei em Arizona. Ela tem 1,80m, corre e salta. E a Lily tem uma taxa de crescimento altíssima. Ela vai pegar um brinquedo e atirar do outro lado da sala.

Você quer ver algumas fotos dela?

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O momento que esperávamos desde sempre: O SUPER BOWL É NOSSO!

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A FESTA É VERDE: EAGLES CONQUISTAM O SUPER BOWL PELA PRIMEIRA VEZ

Já se passaram três dias, mas parece que estaremos presos ao dia 4 de Fevereiro de 2.018 para sempre.

Pode ser que ganhamos mais um, dois, três, dez títulos, quem sabe… mas esse aqui, nós nunca vamos esquecer. A primeira vez, a gente nunca esquece: os Eagles são campeões do Super Bowl pela primeira vez em sua rica história. Philadelphia agora é uma das 5 cidades dos Estados Unidos a ter títulos em todos os grandes esportes.

O último título das águias, em 1960, aconteceu na era pré-Super Bowl. E com o título conquistado no que parece ser uma história desenvolvida em um microcosmo dos enredos de Rocky Balboa, tão simbólico para Philadelphia, esse time, inesquecível pelos visíveis laços de um verdadeiro amor fraternal, desentalou a garganta de milhões de apaixonados pelos Eagles.

O último título da cidade veio em 2008, com a conquista da World Series pelos Phillies, no baseball. Mas o vazio era enorme, e só poderia ser preenchido com um Super Bowl dos Eagles.

Os anos de espera acabaram.

E confiança num grupo que superou expectativas o ano todo, definitivamente, não seria o bastante. Com Bill Belichick e Tom Brady do outro lado, é jogar 60 minutos ou dar margem para a derrota. Erros têm de ser mínimos, detalhes tem de ser maximizados. O jogo tinha que ser perfeito.

E foi.

A liderança por dois dígitos no início da partida foi essencial, especialmente num jogo em que nenhuma das defesas conseguiu parar os ataques. E os Patriots vieram com o pé afundando o acelerador: Tom Brady, que ao final da partida teria quebrado o recorde, que já era seu, de jardas aéreas em um jogo de Playoffs, usou seu arsenal todo para colocar os Patriots na frente, 33-32.

E mesmo atrás do placar, os Eagles não mudaram a postura, mantiveram a calma, e fizeram um drive magistral que terminou com um touchdown de Zach Ertz, colocando os Eagles à frente novamente: 38-33.

Mas o melhor ainda estaria por vir.

Os Eagles precisavam de sua defesa. E Brandon Graham fez uma das jogadas mais importantes e mágicas da história da franquia: após vencer o Guard Shaq Mason, Graham acertou a mão direita de Brady, forçando um fumble, e a bola sobrou nas mãos de Derek Barnett.

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BRANDON GRAHAM FEZ UMA DAS JOGADAS MAIS IMPORTANTES DA HISTÓRIA DA FRANQUIA

A bola estava nas mãos dos Eagles novamente.

Após anos e anos, tudo que sempre deu errado, deu certo. A sensação era indescritível. Os Eagles estavam com a sorte que insistia em lhes falhar, vencendo os jogos que insistiam em perder, colocando as mãos num troféu que insistiu em escapar por 58 anos.

E enquanto o cérebro olhava para o relógio, o coração pulava já se adiantando, e a garganta se aquecendo.

Doug Pederson foi brilhante como foi o ano todo: três corridas perderam jardas, mas derreteram o relógio e deixaram pouco mais de um minuto no relógio antes de Jake Elliott acertar um Field Goal de 46 jardas e aumentar a vantagem para 8 pontos.

Mas, do outro lado, Tom Brady: 5 anéis na mão, 11 campanhas da virada em playoffs, incluindo a do ano passado. Os Falcons venciam por 28-3 no final do 3º Quarto do Super Bowl anterior, e os Patriots arrancaram a vitória. Brady achou um jeito, e o script parecia desenhado para que Brady pudesse fazer mais uma campanha vitoriosa nos últimos minutos de um Super Bowl.

Enquanto o jogo estivesse com apenas uma posse de bola de diferença, afinal, os Patriots poderiam marcar um touchdown e tentar uma conversão de dois pontos para empatar o placar, Brady iria lutar. E lutou. Carregou os Patriots até a linha de 49 jardas, e, com apenas 9 segundos no relógio, escapou de um sack de Brandon Graham e lançou uma bomba na endzone.

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MOMENTO DA HAIL MARY QUE, INCOMPLETA, DECRETOU A VITÓRIA DOS EAGLES

A bola desviou, e caiu no chão.

O relógio zerou, e tirou o zero da contagem de Super Bowls de uma das franquias mais importantes da história da NFL.

As lágrimas desceram, e com elas, uma sensação de libertação, um exorcismo.

O jogo acabou, mas essa sensação parece que nunca vai passar.

Os Eagles são campeões do Super Bowl, e estão eternizados. Philadelphia é campeã.

Nos emprestamos de uma frase do colunista Tommy Lawlor, um fã dos Eagles desde criança que hoje trabalha para os Eagles como analista:

“Os Eagles de 2017 venceram o Super Bowl. Mas essa vitória foi para todos os Eagles… Harold (Carmichael, Wide Receiver dos Eagles de 1971 a 1983), Jaws (Ron Jaworski, ídolo dos Eagles, QB da equipe no Super Bowl de 1980), Reggie White, Brian Westbrook, Brian Dawkins, Trent Cole, e até para Andy Reid. Todos os nossos ídolos. Para o time de Dick Vermeil, para a “Gang Green”. O time de 1995. O de 2002, que venceu com 3 Quarterbacks diferentes. O de 2004. O de 2008. O time de Michael Vick em 2010. Para todos aqueles jogadores que eram meros fantasmas no banco de reservas, mas que deram tudo de si e fizeram tudo que podiam por uma vitória dos Eagles. Esse time é especial. Ser um Eagle significa muito. E agora, significa ser um campeão.”

Não dá para colocar em palavras o trabalho que Doug Pederson e sua comissão técnica fizeram nessa temporada. O título também é resultado de um trabalho fantástico de Howie Roseman, que, com ousadia, reformulou um elenco que havia sido destruído por Chip Kelly, e trouxe as peças certas, na hora certa. Alguns exemplos? Jay Ajayi, Ronald Darby, Alshon Jeffery, Corey Clement, Timmy Jernigan… e Nick Foles.

Nick. Foles.

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NICK FOLES: DE RESERVA A MVP DO SUPER BOWL LII E HERÓI NA PHILADELPHIA

Nick Foles será, para sempre, um herói em Philadelphia. Que partida e que campanha nos playoffs inacreditável do camisa 9. O trabalho de Foles desde que Carson Wentz ficou fora desta temporada foi questionado, e por vezes, parecia não ser o suficiente. Mas, no maior dos palcos, Foles esteve em seu melhor. Foi indefectível, perfeito, cirúrgico, e por um dia, um Wide Receiver. Merecedor do prêmio de MVP do Super Bowl.

E para 2018? Há muito por vir. Muitas decisões importantes, um draft, muita expectativa e muitos jogos. Tenha certeza: nós estaremos aqui, como estivemos durante todos esses anos de sofrimento e expectativa.

Que esse seja só o primeiro, o inesquecível.

E-A-G-L-E-S, EAGLES!

 

 

 

ESPECIAL SUPER BOWL #2: A ligação visceral dos Eagles com a Philadelphia, mais evidente que nunca

Faltam três dias para um dos maiores jogos da história dos Eagles, e a Philadelphia está salivando. A possibilidade de, finalmente, colocar a mão no Vince Lombardi Trophy, tem levado a cidade a um nível estratosférico de ansiedade.

Poucos conseguiriam entender do que se trata tão bem quanto o ex-Running Back, agora técnico de Running Backs, Duce Staley, que vestiu a camisa dos Eagles de 1997 a 2003, conquistando um total de 7,305 jardas e 32 touchdowns, com três temporadas com mais de 1,000 jardas.

Popular por seu estilo agressivo e físico carregando a bola, Staley se tornou um dos jogadores mais idolatrados pela torcida nos últimos 25 anos, e quer entregar um título para Philadelphia.

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“Eu digo pra eles [jogadores] o tempo todo, que eles nunca vão entender a paixão que essa cidade têm por esse time, e o que vai acontecer se vencermos. Não vão entender o desfile, as lágrimas que eles vão derramar, de alegria. São muitas lembranças, boas e ruins. Eles não conseguiriam entender.”

Apesar de ter certeza de que eles não entenderiam, Duce faz questão de educar os atletas.

“Muitas pessoas nessa cidade ainda lembram de 1960, como foi ganhar o título, e aquilo nem era um Super Bowl. Nós ainda não vencemos um Super Bowl, e eu tento lembrar eles disso.”

E confessa que, apesar de “sonhar acordado” com a conquista, não consegue descrever o sentimento.

“Eu acho que nem seria justo eu responder isso. Eu deixaria essa resposta para os torcedores que estiveram com esse time desde sempre, há muito mais tempo do que o tempo que eu estou aqui. São pessoas que nasceram nessa grande família, que já vestiam camisas dos Eagles antes de saber falar, tantos outros que já morreram e tiveram um funeral dos Eagles, foram enterrados vestindo a camisa do time. Está no sangue dessa gente. Essa cidade merece um título. Eu não conseguiria colocar esse sentimento em palavras.”

Duce Staley ainda sente a gratidão de uma torcida apaixonada por seus jogadores (ou ao menos por aqueles que deram 110% em campo), a mesma torcida que não conseguiria esquecer Jerome Brown.

Um dos maiores Defensive Ends da história do jogo, “JB” só vestiu a camisa dos Eagles na NFL, e o fez de 1987 a 1991. Em 1992, aos 27 anos, Brown sofreria um acidente de trânsito fatal em sua cidade natal de Brooksville, Florida. Jerome Brown tinha uma ligação muito especial com o lendário Defensive End Reggie White, outra lenda em Philadelphia, que faleceu em 2004.

Neste vídeo, Reggie White estava prestes a falar ao público no Veterans Stadium, a casa dos Eagles até 2003, em um evento. Ele havia acabado de receber a notícia do falecimento de Jerome Brown, um de seus melhores amigos, e deu a notícia em primeira mão, em um momento emocionante.

Conheça mais sobre a história dos dois assistindo o documentário “The Football Life: Reggie White & Jerome Brown“, legendado por nossa equipe.

Após a morte de Jerome Brown, a torcida passou a usar a frase “Bring It Home for Jerome” (em tradução contextual, Vençam o título por Jerome) ao apoiar os Eagles.

A oportunidade só viria em 2005, quando os Eagles foram derrotados pelo New England Patriots no Super Bowl XXXIX. No ano seguinte, Jerome Brown foi induzido ao Hall da Fama dos Eagles.

E agora, 26 anos depois, os Eagles podem atender aos pedidos da torcida e trazer o caneco para Jerome Brown.

Coincidência ou não, o 52º aniversário de Jerome Brown seria comemorado neste domingo, 4 de Fevereiro. A mesma data do Super Bowl 52.

E no momento em que os Eagles entrarem em campo, os alto-falantes do US Bank Stadium estarão disparando as rimas do rapper Meek Mill. A música ‘Dreams and Nightmares’, do artista natural da Philadelphia, já é bastante conhecida do público.

A música embala momentos antes, durante e após as partidas dos Eagles. Durante o aquecimento da equipe, kickoffs após touchdowns e principalmente, nas comemorações no vestiário.

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Criado no Sul da cidade, Meek Mill, está, atualmente, preso devido a violações à sua liberdade condicional, em um caso envolto em polêmicas devido à conduta da juíza, que decidiu em desfavor do artista apesar das recomendações contrárias da promotoria. Através de um comunicado oficial, o rapper mostrou gratidão aos atletas.

“Saber que o time usa minha música como fonte de motivação e união foi algo que realmente elevou meu espírito, porque é por isso que eu faço música – pra inspirar as pessoas e unir as pessoas. Os Eagles estão me motivando também, da maneira que eles estão superando as adversidades pra obter sucesso.”

“Com o Meek, cara, é uma vibração de Philly. Essa é a casa dele, onde os parentes dele, amigos dele moram. Nós estamos trazendo a cultura, a energia da cidade pra dentro do campo.” – afirmou o novato WR Rashard Davis. “Antes de todos os jogos, Meek é o que nos empolga pro jogo, e não tem como, você só sente aquela energia. A torcida vem junto. Nós só colocamos o Meek, o público vai à loucura com a gente, e você só quer entrar em campo e jogar tudo.”

A história do rapper sensibilizou vários formadores de opinião, e, em Philadelphia, a luta pela reforma da decisão que determinou dois a quatro anos de prisão para o artista de 30 anos de idade reacendeu a discussão por uma reforma no sistema penal dos Estados Unidos.

O movimento contou com dois rostos importantes e conhecidos da torcida: o Safety Malcolm Jenkins e o Defensive End Chris Long. Os atletas se reuniram com congressistas e membros do judiciário para expressar preocupações e dar voz à opinião de muitos que discordam das práticas da justiça americana.

O rapper, que recentemente recebeu a visita de James Harden, estrela da NBA, fez questão de registrar que está confiante de que seus “garotos” vão vencer os Patriots e trazer esse troféu pra Philadelphia.

E Meek Mill é mais um símbolo da cultura da Philadelphia, tal qual o Cheesesteak e, especialmente, Rocky Balboa. O personagem vivido nos cinemas por Sylvester Stallone, e eternizado em uma estátua ao lado do Museu das Artes da Philadelphia, famoso pelos degraus que o ator percorria em suas corridas vivendo o boxeador, é um ícone mundial da cidade.

Stallone, nascido em Nova York, se mudou para a Philadelphia, onde estudou na Lincoln High School, e não teve jeito: se tornou um fã dos Eagles.

“O que o Rocky representa pra essa cidade é eextraordinário, mas também, compreensível: Philadelphia sempre foi uma cidade de ‘underdogs’. Nós estávamos no topo da cadeia alimentar, éramos a capital dos Estados Unidos. De repente, isso foi embora. Aí, tinhamos o maior porto do país, e isso foi embora. E assim vai.” – afirmou o ator.

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“Os boxeadores da Philadelphia são conhecidos por esse estilo, essa postura que eu tento usar. Eles simplesmente entram de cabeça numa luta, e são incrivelmente resilientes. E esse time representa exatamente isso” – disse o ator, que arrumou uma boa desculpa pra assistir ao jogo de sua casa, em Beverly Hills, na California.

“Da última vez que fui a um jogo, foi em 2003, no Lincoln Financial Field. Perdemos por 17-0 para os Buccaneers do Jon Gruden. Se me convidarem, e o time começar mal, os torcedores vão até onde eu estiver pra me xingar, perguntar ‘quem te trouxe aqui?’, e tudo mais. Eu vou ser crucificado em todo bairro da Philadelphia! Por isso, vou ficar por aqui, vou assistir de casa.”

E Stallone faz questão de manifestar sua torcida. Que tal essa foto, postada em seu Instagram?

“Tom Brady, pra mim, é o melhor da história. Eles são incríveis. Mas quer saber? Eu sou um ‘underdog’, isso basta.” – disse o ator.

E Stallone já soube de uma aposta entre os prefeitos de Philadelphia e Brockton, uma cidade em Massachussets, estado natal dos Patriots. Se os Eagles vencerem, a estátua de Rocky Marciano localizada em Brockton vai vestir uma camisa dos Eagles. Se der Patriots, a emblemática estátua de Rocky vai ter de vestir o manto dos Patriots.

Sua reação? Ele riu.

“Você sabe que essa camisa não duraria um segundo na estátua, né?”

 

ESPECIAL SUPER BOWL LII #1 – Estatísticas comprovam: Nick Foles e pressão sobre Tom Brady serão determinantes para chances dos Eagles

O fim da Temporada 2017 da NFL acontecerá neste domingo, no US Bank Stadium em Minnesota. O último jogo da temporada mágica dos Eagles vale o primeiro Super Bowl da franquia, e Doug Pederson e seus comandados, para levantar o troféu, terão de bater o New England Patriots, numa revanche do Super Bowl XXXIX.

E apesar do significado histórico que todo Super Bowl carrega consigo, dentro de campo, o jogo continua o mesmo: é football em seu nível mais alto, e cada detalhe faz a diferença.

Com a ajuda do Pro Football Focus, preparamos um material que vai ajudar você, fã dos Eagles, a entender detalhes importantes do maior jogo da franquia desde o dia 06 de Fevereiro de 2005, quando a equipe de Philadelphia saiu derrotada, pelo placar de 24 a 21, para os próprios Patriots.

Prepare-se para uma semana que vai passar muito devagar!

FOLES X BRADY: IMPROVÁVEL, DUELO ENTRE OS QUARTERBACKS DECIDIRÁ O JOGO

Não se engane: a NFL é uma “quarterback-driven league”. Os melhores Quarterbacks são figuras carimbadas nos playoffs, decidem partidas importantes e erram menos, acertam mais em momentos cruciais.

O confronto de domingo colocará, frente a frente, dois Quarterbacks totalmente diferentes, num duelo improvável.

De um lado, Nick Foles, comandando o ataque dos Eagles após a lesão de Carson Wentz, um dos mais fortes candidatos a MVP da Temporada. Após uma boa temporada com os Eagles em 2013, Foles passou por Rams, Chiefs, e chegou a considerar a aposentadoria do esporte. Decidiu continuar e aceitar a proposta dos Eagles para trabalhar com o Head Coach Doug Pederson, o único técnico da NFL a recrutar Foles ativamente após sua carreira na Universidade de Arizona.

De outro lado, Tom Brady, que deixa os cinco anéis em seus dedos e uma temporada indefectível em 2017, aos 40 anos de idade falarem por si só. A dinastia construída por Brady ao lado do técnico Bill Belichick tornou a franquia de New England uma das mais respeitadas e admiradas da NFL, e muito do sucesso passa pela atuação cirúrgica de Brady em momentos decisivos.

Uma análise rápida nas estatísticas levantadas pelo Pro Football Focus vai nos ajudar a examinar os principais pontos desse confronto:

*Overall Grade = Nota Geral, Passer Rating = Índice do Passador (fórmula que leva em consideração vários fatores para medir a eficiência do Quarterback), Passer Rating Under Pressure = Índice do Passador Sob Pressão, Adjusted Completion = Porcentagem de Passes Completos Ajustada (leva em consideração situações, indo além dos fatores numéricos)

O Pro Football Focus atribui notas aos Quarterbacks levando em consideração seu estilo de jogo. Alguns podem trazer bases consistentes de avaliação e performance, enquanto outros podem ser inconsistentes e trazer grandes variações em cada partida.

É exatamente essa a situação entre os dois Quarterbacks envolvidos no maior jogo da temporada.

Nick Foles é o QB com maior índice de variações na NFL. No entanto, sua performance no NFC Championship Game foi memorável, sendo a quinta maior nota já atribuída pelo PFF a um QB na história dos Playoffs, incluindo Super Bowls, nos últimos 12 anos de análises da ferramenta.

A performance de Foles foi tão incrível que ele não recebeu nenhum downgrade, ou seja, não teve sua nota diminuída em nenhum de seus passes na partida.

Foles foi pressionado em 11 oportunidades pelos Vikings, e impressionou: seu rating foi de 152.1 nessas situações, incluindo dois Touchdowns. Seu Passer Rating geral na partida foi de 92.9.

Importa dizer que o camisa 9 dos Eagles vinha de três partidas seguidas com Ratings abaixo de 50.0, incluindo um 34.2 contra os Raiders, na Semana 16 da Temporada Regular.

E a amostragem é limitada: o Super Bowl será apenas a sexta partida em que Foles sairá como titular em 2017, todas elas após a lesão de Carson Wentz, na semana 14.

Porém, o ano de 2013 serve como forma de analisar o QB dos Eagles, sendo certo que Foles mostrou muitas qualidades guiando o ataque desenvolvido pelo ex-Head Coach da equipe, Chip Kelly, aos playoffs, com estatísticas impressionantes.

Foram 27 touchdowns e apenas 2 interceptações na temporada regular, uma delas em uma partida debaixo de uma das maiores tempestades de neve já registradas em uma partida da NFL. Alem disso, na partida de Playoffs disputada pela equipe da Philadelphia naquela temporada, uma derrota para o New Orleans Saints no Lincoln Financial Field, Foles somou mais dois touchdowns, sem turnovers.

Incluindo essa partida, o Passer Rating de Nick Foles naquele ano foi de 117.9, com uma PFF Overall Grade de 80.9, 7.0 a mais do que todos os outros anos. É uma excelente marca comparada à média de sua carreira, mas 80.9 seria o suficiente apenas para o 17º lugar entre os QBs da liga, um posto acima de Dak Prescott, QB do Dallas Cowboys, nesta temporada, o que torna a partida de Foles contra o Minnesota Vikings ainda mais impressionante.

O ataque de Chip Kelly em 2013 era excelente em produzir ganhos fáceis de jardas para os Quarterbacks, simplificando seu trabalho, assim como o ataque desenvolvido por Doug Pederson e Frank Reich em 2017. O esquema dos Eagles é responsável pelo sucesso de Carson Wentz e a principal razão pela qual Nick Foles ainda o mantém plenamente eficaz, o que faz da temporada de 2013 a melhor de sua carreira, apesar de já terem se passado 5 anos.

E, mesmo em 2013, Foles mantinha os traços de inconsistência: após o pior jogo de sua carreira, com uma nota de 31.6 contra o Dallas Cowboys (11/29, 80 Jardas), o QB voltou a campo e fez a melhor partida de sua carreira até o NFC Championship Game contra os Vikings. Enfrentando o Oakland Raiders, Foles passou para nada mais, nada menos que 7 touchdowns, um recorde da NFL, com um PFF Grade de 91.3.

Ou seja: a performance de Nick Foles no Super Bowl é improvável, e pode ser o fator decisivo do jogo. Não há como prever como “Saint Nick” se comportará no jogo, mas, de acordo com seu histórico, pode ser uma performance comprometedora ou espetacular.

Mas, se o Nick Foles da pós-temporada resolver aparecer em Minneapolis, os Eagles terão um Quarterback eficiente e plenamente capaz de levar Philadelphia ao seu primeiro Super Bowl, ao menos de acordo com as estatísticas:

*Passer Rating = Índice do Passador, % Catchable = Porcentagem de passes que chegam ao recebedor em condição de serem recebidos, Yards/Att = Jardas por tentativa

Foles é muito melhor na pós-temporada do que na temporada regular. O Passer Rating de 122.1 é excelente, a porcentagem de bolas recebiveis é altíssima, e a quantidade de jardas por tentativa demonstra a habilidade de fazer jogadas que colocam o ataque em condição de avançar e marcar pontos.

O desafio não é nada fácil: jogar contra Bill Belichick, um dos maiores técnicos da história da NFL e um dos maiores gênios defensivos da liga, dando a ele duas semanas de preparação.

No entanto, o Head Coach dos Eagles, Doug Pederson, e seu staff de técnicos do lado ofensivo da bola provaram, nas últimas duas partidas, estarem plenamente capacitados a surpreender o New England Patriots como fizeram com Atlanta Falcons (especialmente no segundo tempo do jogo, em que Nick Foles foi de comprometedor a espetacular) e Minnesota Vikings nesses playoffs.

E é bom lembrar: os Vikings, sob o comando de Mike Zimmer, eram a melhor defesa da NFL em jardas cedidas por partida e pontos cedidos por partida, uma das melhores em terceiras descidas da história.

Em relação a Tom Brady, já considerado o maior Quarterback da história da NFL, só existe uma forma comprovada de vencê-lo.

Pressionar o camisa 12 dos Patriots é indispensável, e os Eagles, certamente, vão dar conta do trabalho.

Os Eagles têm, além da melhor unidade defensiva contra o jogo corrido, o maior índice de pressão, conseguindo gerar problemas no pocket adversário em 41% dos snaps de passe.

A comparação é óbvia para a maioria dos analistas: os Eagles de 2017 se assemelham, defensivamente, ao New York Giants dos anos de 2007 e 2011, que, comandados pela linha defensiva, derrotou Tom Brady duas vezes no Super Bowl.

O objetivo é claro: pressionar Brady da forma mais consistente possível e fazê-lo sem apelar para pacotes de blitz, já que o Quarterback dos Patriots é historicamente eficiente contra eles.

Os Giants pressionaram Brady nestes dois Super Bowls em mais de 40% das jogadas de passe, e o fizeram usando pacotes de blitz em menos de 20% deles nos dois jogos, 10% a menos do que a média da liga em 2017. Em todos os outros, Brady foi pressionado em menos de 40% das jogadas de passe.

No memorável Super Bowl LI, em que Brady teve uma das performances mais incríveis de um Quarterback na história dos playoffs, os Falcons chegaram a liderar o jogo por 28-3, e a fórmula foi a mesma: a equipe de Atlanta conseguiu pressionar Brady em 44% das jogadas de passe dos Patriots, mas o cansaço não permitiu que o técnico Dan Quinn mantivesse a agressividade. Os Falcons, a partir de então, sõ conseguiram pressionar Brady em 30% das jogadas de passe. O resultado? Uma virada histórica, e o quinto título dos Patriots e de Tom Brady.

Uma das poucas falhas de Brady em tentativas de recuperar um placar foi contra o Denver Broncos em 2015. A unidade defensiva da equipe, comandada por Von Miller, conseguiu pressionar Brady em 49.2% das jogadas de passe, contendo os Patriots a apenas 18 pontos naquela partida.

Os Eagles foram a melhor equipe na temporada gerando pressão: foram 271 na temporada regular, 27 a mais que o segundo colocado. E geraram mais pressão que qualquer outra defesa, conforme a porcentagem já destacada acima, 41% das jogadas de passe dos adversários.

É esse o número que os Eagles têm de alcançar para derrotar Tom Brady.

*Most Pressured Pass Snaps = Maior quantidade de pressão em jogadas de passe

E o mais importante? Os Eagles conseguiram esse nível de pressão sem apelar para a blitz. Os Eagles tiveram o 10º menor número de blitzes na temporada, mas geraram pressão em 38% das jogadas de passe do adversário sem utilizá-las – novamente, a melhor marca da liga.

E os Eagles têm a ferramenta certa para conseguirem sucesso onde os Falcons não conseguiram: a profundidade de seu elenco. Os Eagles tiveram 7 jogadores entre os 20 que mais pressionaram nesta temporada, um a mais que todos os outros times na liga. Enquanto os Falcons confiaram em alguns poucos destaques, os Eagles relembram as defesas dos Giants que revezavam com qualidade sua linha defensiva, mantendo a pressão.

Ou seja: os Eagles estão equipados para conter Brady e o ataque dos Patriots na única forma comprovadamente eficiente contra eles, mas ainda assim, pode não ser o suficiente.

Brady é o melhor da liga em Passer Rating sob Pressão, com 96.6. São 10 pontos a mais que a média de todos os QBs nessa temporada. Ou seja, quando pressionado, Brady foi 10 pontos melhor do que todos os outros QBs da liga em qualquer outra situação.

Pressionar Brady é importante, mas pressioná-lo com volume e em situações que realmente dificultem a operação do ataque dos Patriots é simplesmente vital.

O quanto os Eagles conseguirão replicar do que realmente funcionou contra Brady neste e em todos os últimos anos ainda é uma incógnita. No entanto, será determinante para que Brady e os Patriots sejam contidos o suficiente para uma real chance de conquistar o primeiro Lombardi Trophy da franquia.

Fique ligado! Nesta semana traremos, todos os dias até a sexta-feira, material voltado para a análise do Super Bowl LII, e, assim como você, estamos ansiosos para um domingo que poderá ser inesquecível para os Eagles!

(Créditos: Pro Football Focus)

Descrevendo o indescritível

Sei que você parou pra ler esse texto. Eu sei. Mas é que eu preciso te fazer um pedido.

Noite. Estádio. Completamente lotado. 70.000 pessoas. Toalhas brancas. 70.000 toalhas brancas. 70.000 vozes. A paisagem de prédios, ao fundo, veste verde.

Dois times em campo. Um, de verde, carregando o sonho de uma cidade. O outro, de roxo, no caminho do primeiro.

Dreams and Nightmares, do Meek Mill, no alto falante. O time de verde reage dentro do campo, dançando, pedindo mais barulho. A torcida responde estremecendo a arquibancada. O time adversário se organiza pra receber o chute inicial. De repente, um clarão toma conta da arquibancada, e uma bateria de fogos explode nas marquises do estádio.

E o número 4 do time de verde chuta a bola oval e decreta o que você já estava vivendo, mas não poderia acreditar: o seu maior sonho está se realizando.

Você está em Philadelphia, no Lincoln Financial Field completamente lotado, assistindo, ao vivo, os Eagles batalharem contra o Minnesota Vikings.

Por uma vaga no Super Bowl.

O pedido é: feche os olhos por alguns segundos.

Imagine o campo, as cores, a emoção, o barulho que, uníssono, leva aos ouvidos dos nossos heróis batalhando por cada centímetro naquele campo uma mensagem clara:

Joguem pelo nosso sonho.

Eu estava lá.

Eu estava na arquibancada do Lincoln Financial Field no dia 21 de Janeiro de 2018, quando os Eagles não apenas chocaram o mundo, mas mandaram uma mensagem a ele,  tão clara e tão uníssona quanto o barulho da arquibancada, tão imperativa quanto o placar final:

Continuem duvidando.

Foi surreal, poético. Inesquecível.

Eu ainda não consegui assimilar o que eu vivi na última noite. É impossível colocar em palavras um misto de euforia, tensão, adrenalina, vibração, êxtase, gritos, lágrimas, abraços, alegria.

Vai desde chegar em Philadelphia e ver os letreiros dos ônibus dizendo “Go Eagles!!!”, passando pela cidade tomada por pessoas que, orgulhosas e esperançosas, usavam roupas do time, pelo Philly Cheesesteak no lendário “Pat’s King of Steaks” tomado de torcedores dos Eagles, pela viagem de metrô ao som de “Fly Eagles Fly”, até a primeira vista do Linc.

O Tailgate, a alegria das pessoas, a eletricidade e vibração antes do jogo. A arquibancada. Ver o campo, ver os Eagles. A entrada em campo. A fumaça na saída do túnel. O som incontrolável da torcida a cada nome anunciado. A reação inacreditável quando Nick Foles entrou em campo, como se a arquibancada estivesse mandando uma mensagem: nós confiamos em você.

E a cena que narrei pra que você imaginasse, lá no comecinho.

Quer saber de uma coisa?

Os Vikings não tinham a menor chance. A vitória era nossa. A vaga no Super Bowl, que vai ser disputado na casa deles, era nossa desde o começo.

O placar, 38 x 7, era inimaginável, especialmente para aqueles que não acreditavam que os Eagles, já sem o comando de Carson Wentz, a proteção de Jason Peters, a responsabilidade de Jordan Hicks, a versatilidade de Darren Sproles e a entrega de Chris Maragos,  não pudessem continuar carregando o sonho a diante.

A vitória foi afirmação e imposição pura, e presenciar esse incrível grupo de jogadores que insiste em fazer todo mundo acreditar, derrubando, uma a uma, as barreiras que ousam em fazer parte do caminho teve um significado especial.

E não foi só pra mim. Foi para os 70.000 que estavam lá, pra toda essa cidade e pra todos que, espalhados pelo mundo, estão conectados por esse sentimento, tão forte.

E sabe por que foi tão especial?

Porque esse time, a cada vez que pisa em campo, joga para provar alguma coisa. Pra provar que é capaz, unido, forte. Pra provar seu valor. Pra provar que ser um “Underdog”, em Philadelphia, significa ser um de nós.

Já se passaram 13 anos desde que chegamos tão perto. Estamos a 60 minutos e uma vitória do nosso sonho. De acabar com as piadinhas e de calar, de vez, quem insiste em nos desrespeitar.

E o time adversário pode vir com Tom Brady, Bill Belichick e seus anéis. Com os “especialistas” e com Las Vegas. Com tudo que quiserem.

Nós vamos com 53 caras com sede de provar que são capazes, o técnico do ano, a torcida que obriga a prefeitura a ensebar os postes de energia pra ninguém escalar mesmo sabendo que não vai adiantar e milhares de máscaras de cachorro.

“We all we got, we all we need.”

Vai muito além de estar no Super Bowl. É uma questão de querer o Super Bowl.

De querer esse troféu, e de levantá-lo a milhares de mãos, escrevendo o capítulo mais feliz dos esportes em Philadelphia.

De realizar o seu maior sonho, como aconteceu comigo nesse inesquecível dia 21 de Janeiro.

Mas não vai ser fácil.

É Philadelphia contra todos?

Pode apostar que é.

Mas antes de apostar, não se engane pelas probabilidades.

Nós vamos chocar o mundo MAIS UMA VEZ, e vamos eternizar, em uma conquista, o que faz de Philadelphia ser o que é: um lugar em que ser o favorito não basta. Não funciona.

Ser o queridinho não tem nada a ver com a gente.

Mas vencer?

Pode apostar que tem.

Continue duvidando.

We all we got, we all we need.

Philly, I am coming home

It’s 5:08pm in New York City, and here I am, staring at the beautiful landscape of the Brooklyn Bridge Park.

Got my GoPro out of my backpack, and took a picture glancing the skyscrapers from distance. Captured with “against all odds”, posted it on Instagram and Facebook.

While I looked at those buildings and the multitude of people taking photos, someone right behind me says “Go Vikings!”.

I looked back, laughed, and said: Go Eagles! And got back to my stuff.

Then I realized that for 5 minutes, i had taken my head off tomorrow morning. I was back in reality. My heart, reloaded with green, pumped back in excitement.

The capture was right on: against all odds. I wasn’t supposed to be here, a few long hours away from making my biggest dream come true: watching the Eagles play in Philadelphia.

I could never imagine, not even in the best of my dreams, that I would be there, with 67,000 other Eagles fans, roaring at every sight of victory as the Lincoln rocked with energy you could cut with a knife if you had one.

But it will all be a lot more special. A Super Bowl spot is at stakes.

How could that happen to a kid like me? What did i do to be this blessed? What am I still doing in New York, if my heart is, as always, in Philadelphia, just like everyday in São Paulo, Brazil, 4800 miles away?

Against all odds, I am here.

Everything that matters, is that I am here. I’ll deal with the money problems later. I’ll catch up with my fiancée, my partners at the law firm and with my football team later. They will (have to) understand. It’s the Eagles.

I’ve been up and down New York City wearing my Eagles gear. I’ve been rocking it everywhere. People come to talk about my team, and I feel so proud. I feel so alive.

New York is an amazing city, but I am Philly.

I am the middle son of a hard-working immigrant father and an otherworldly dedicated mom. We’ve studied hard, grinded for every penny, and here we are: a beautiful and loving family of five, that keeps growing. We never had everything we wanted, but we had what we needed and a little more, and that was more than enough.

“We all we got, we all we need”, you know?

I was at home, in 2004, zapping through channels, when I saw this guy on a #20 beautiful green jersey, with a visor strapped to his helmet, bursting out of the tunnel of an absolutely packed stadium. They were going to play the Falcons.

I had just played Madden NFL on videogame, so I knew Michael Vick. I never had watched football before. At least, not this excited. The team was from Philadelphia, and I loved Allen Iverson and the Sixers.

They won. The next day, I was feasting on what I could find about the Eagles online.

There it was.

The Eagles had chosen me. And we can fast forward to today, because it’s needless to say: I’ve been sticking with the Eagles since then. All the heartbreakers and hard fought wins, the trades, signings, coaching changes. Everything had an effect on me like it does with every Eagles fan out there.

Now, it’s 5:33pm. And I am so close to making this dream come true.

I wish I was already in Philadelphia. Feeling the hype, the excitement, the energy of the people looking towards this huge game tomorrow. I wish I was already breathing the air of the city that represents who i am.

Don’t get me wrong: I love São Paulo and Brazil is my beloved home country, but Philadelphia it’s just… me.

And me? I don’t know if I am ready for tomorrow. I try and try to go through everything: taking the bus, rolling into the city, leaving my bags at the hotel, and then… I’ll head to the Linc for the most magical day of my life.

All the videos I watched, all the music I heard, all the news I read, all the games i cursed and celebrated since 2004, it all comes down to tomorrow.

I just can’t explain. It’s just… surreal.

I tell you one thing, Eagles: you are getting a small 5’5 guy that can’t speak English as well as he writes, but that will pour his heart and his lungs out for you tomorrow.

For you and this amazing group of coaches, for Malcolm, Fletcher, Nigel, Timmy, Ronald, Jalen, Zach, Nelson, Alshon and all those amazing football players that represent what this City is about: brotherly love and fighting together.

Carson, Nick, Jay, LeGarrette… I can’t believe I will be on those stands tomorrow. I will scream as long as the tears allow me to on 1st, 2nd, 3rd, 4th and even if there’s a fifth down, even if the Rocky song doesn’t play.

I love this team so much, and I know some guys that share the very same passion for you guys.

I wish I could show you the amazing Eagles fans we have in Brazil. I am here for them, too. They were there last year, and they all felt the energy of being at the Linc. Security had to take them out of the stadium after the game was over.

I just don’t want this to end.

I just wish that the memories I will make tomorrow last for a lifetime. And that I always remember the day that i saw my Philadelphia Eagles bursting out of the tunnel like Brian Dawkins did that day in 2004, when this young kid from São Paulo, Brazil fell in love with them.

I hope I get to know some Eagles fans, get some drinks in, share my story.

And I really, really hope that I get the best Philly Cheesesteak before getting to the Linc.

Well, it’s 5:53pm now, and it’s already dark. It’s time for some photos and a little more of New York before the most amazing day of my life: the day when i will scratch the #1 item off my bucket list.

Philadelphia, I don’t know if I am ready, but here I go. Let’s hit them low, hit them high, and watch our Eagles fly all the way to Minnesota.

We all we got, we all we need.

Análise: Carson Wentz vs. Washington Redskins

Na tarde do último domingo, Carson Wentz liderou os Eagles a uma importante vitória dentro da NFC East contra um candidato direto da divisão. Foram 26 passes completados de 39 tentados (66.7%) para 307 jardas, 2 touchdowns, 1 interceptação e um passer rating de 96.8.

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Apesar de grandes jogadas de efeito que encheram os olhos dos torcedores dos Eagles, foi uma partida de altos e baixos do quarterback segundanista. Wentz esteve impreciso nos passes em profundidade. Em seis passes de 30 ou mais jardas, Wentz acertou apenas um deles, que foi a grande jogada da partida e talvez a grande jogada desta primeira rodada da NFL.

O camisa #11 se livrou miraculosamente de dois sacks e encontrou Nelson Agholor em campo aberto para o touchdown de 58 jardas logo na campanha inicial do ataque. Uma jogada de pura resiliência de Carson Wentz.

Em compensação, os outros cinco passes ou o quarterback colocou muita força na bola ou colocou força de menos. Em duas jogadas, Wentz lançou a bola numa ilha para Alshon Jeffery, o qual deverá ser o seu go to guy nesta temporada, porém o o WR não conseguiu vencer a batalha contra o marcador. Os outros três passes, dois deles foram underthrows para os WR Torrey Smith e Nelson Agholor, e um overthow para o WR Torrey Smith, este último se lançado perfeitamente seria um touchdown com extrema facilidade deste que será o deep threat de Carson Wentz.

Apesar dos erros é bom ver essa agressividade no playbook ofensivo, afinal de contas, foi exatamente para isso que os Eagles trouxeram Torrey Smith. O ex-jogador dos Ravens fará estragos em 2017 e acredito ser apenas questão de tempo até que esta dupla, Wentz e Smith, entrem em sintonia. Acontecendo isso, o ataque aéreo terá tudo pra ser um dos melhores da NFL.

Podemos ver essa agressividade em momentos distintos da partida na sequência de vídeos abaixo. É bom ver que, mesmo com jogadas perdidas, Doug Pederson não deixou de atacar o fundo do em nenhum momento da partida.

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Outro problema apresentado pelo signal caller dos Eagles foram as bolas altas lançadas para os seus recebedores, em alguns passes, ou Wentz errou o alvo lançando a bola fora do alcance de seu alvo, ou impediu que o recebedor ganhasse jardas com as pernas devido ao tempo perdido para fazer a recepção. Grande parte destas jogadas foram screens para os wide receivers. Um problema que aconteceu em sua temporada de calouro e que, espero que seja consertado o mais rápido possível.

Porém, como dito anteriormente, foi uma partida de altos e baixos. E um quarterback com pouca experiência tende a cometer erros em suas primeiras temporadas, mas um grande quarterback também mostra suas armas e do que é capaz de fazer mesmo em situações adversas. E foi exatamente o que Wentz fez no domingo.

No primeiro touchdown da partida, logo na campanha inicial do ataque, Wentz mostrou uma de suas principais qualidades: Buying Time e Toughness! Muitos analistas comparam o jogo de Carson Wentz dentro do pocket com o de Aaron Rodgers e Ben Roethlisberger, pela sua capacidade de estender jogadas mesmo com o pocket colidindo e também por não ter medo de sofrer pancadas dos defensores, esta última uma qualidade essencial para um quarterback vencedor. Se você tem medo de apanhar, você não vai durar na NFL, e isso definitivamente não acontece com o quarterback dos Eagles.

E é exatamente isso que acontece nesta jogada:

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E nesta aqui:

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E aqui também:

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Simplesmente ESPETACULAR!

Outro ponto extremamente positivo e importante foram as conversões de 3rd down. Wentz esteve praticamente perfeito quando enfrentou esse tipo de situação. Foram 9 conversões em 11 tentativas para 148 jardas, 2 touchdowns e um rating perfeito de 158.3.

Em muitas dessas situações Wentz enfrentou blitz da defesa adversária, saindo-se muito bem em praticamente todas as situações. O camisa #11 dos Eagles viu a defesa adversária enviando blitz em 47% dos seus dropbacks e mesmo assim acertou 11 de 18 passes tentados para 119 jardas e 1 touchdown.

Aqui, os Redskins enviam um extra blitz para cima do quarterback, que conecta um passe rápido para o touchdown de LeGarrette Blount.

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Nesta jogada, um 3rd and 6 convertido pelo WR Nelson Agholor. Jogada importante no 2 minute drill antes do intervalo que culminou com o FG que recolocou os Eagles a frente do placar.

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E aqui, em mais um 3rd down e mais uma jogada onde a defesa dos Redskins enviou 5 jogadores para cima de Wentz. Detalhe para o grande trabalho do guard Isaac Seumalo num pickup crucial para o desenvolvimento da jogada.

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Para ficar por dentro de toda a partida de Carson Wentz, acesse o vídeo em nosso canal e veja todos os passes lançados pelo camisa #11 no jogo contra os Redskins.